Escalada no Estreito de Ormuz
Em 13 de julho de 2026, Estados Unidos e Irã intensificaram o confronto militar no Estreito de Ormuz, um ponto crítico energético global. O presidente Donald Trump anunciou a reinstauração de um bloqueio naval e declarou os EUA como 'Guardião do Estreito', impondo uma taxa de 20% sobre todas as cargas transportadas. O anúncio fez o petróleo Brent disparar mais de 5%, para US$ 79,37 o barril, enquanto os mercados de ações globais despencaram. O estreito, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, testemunhou trocas de ataques com drones e mísseis; as tensões geopolíticas no Estreito de Ormuz atingiram o auge. O Irã retaliou contra ataques dos EUA atingindo instalações militares americanas em cinco países do Golfo, enquanto os EUA atingiram aproximadamente 140 alvos iranianos, incluindo sistemas de defesa aérea e radar.
Antecedentes: Cessar-Fogo Colapsa
O conflito começou em 28 de fevereiro de 2026, com milhares de mortos. Um cessar-fogo provisório assinado em junho colapsou devido a acusações mútuas. Em 11 de julho, o Irã declarou o estreito fechado a navios não autorizados. Dados mostraram apenas seis navios cruzando no domingo, ante cerca de 130 travessias diárias antes da guerra.
Anúncio de Trump: 'Guardião do Estreito'
Proposta da Taxa de 20%
Em posts no Truth Social, Trump propôs uma taxa de 20% sobre cargas para proteção dos navios. A Organização Marítima Internacional da ONU rejeitou a medida, afirmando que não há base legal para pedágios em vias internacionais. Especialistas notaram que taxas típicas são de apenas 2-3% do valor da carga, tornando a taxa de 20% potencialmente inviável. Alguns sugeriram um sistema de comboio voluntário como alternativa legal.
Ataques se Intensificam
O Comando Central dos EUA realizou dezenas de ataques para 'degradar a capacidade iraniana de atacar navios'. A Guarda Revolucionária Islâmica respondeu com mísseis e drones contra bases americanas no Omã, Catar, Kuwait, Bahrein e Jordânia. Ambos os lados relataram baixas. O Irã contestou o anúncio de Trump, afirmando controlar o estreito.
Choques Econômicos Globais
Petróleo e Mercados
O Brent subiu US$ 3,10 para US$ 79,11; o WTI para US$ 74,32. A alta reavivou temores de inflação, com mercados globais caindo: o Kospi da Coreia do Sul perdeu 8% e a SK Hynix despencou 15%. O ouro caiu 1,4% para US$ 4.083 a onça, com expectativas de que os bancos centrais possam elevar juros. A OPEP reduziu sua previsão de demanda global para 2026 pela terceira vez consecutiva.
Países Dependentes de Importação
Índia, Japão, Coreia do Sul e Europa, que dependem do petróleo que transita pelo estreito, enfrentam riscos de desabastecimento. As interrupções na cadeia global de fornecimento de energia já estão forçando governos a considerar reservas de emergência. Navios estão sendo desviados pelo Cabo da Boa Esperança, adicionando semanas e custos. O tráfego no estreito caiu de 130 navios/dia para apenas seis no domingo.
Reações e Desafios Legais
A ONU alertou para consequências catastróficas. Nações do Golfo expressaram preocupação. Especialistas jurídicos afirmam que a taxa viola o direito internacional, que garante livre passagem. O senador Lindsey Graham morreu aos 71 anos, alterando o cenário político. A escalada militar EUA-Irã 2026