Em abril e maio de 2026, novos dados de CPI dos EUA e da Zona do Euro confirmaram que a inflação de serviços não está diminuindo como esperado. Enquanto a inflação de bens se normalizou, a inflação de serviços – impulsionada por salários crescentes, escassez habitacional e demanda elevada em saúde e hospitalidade – permanece acima de 3% na maioria das economias avançadas. O Federal Reserve adiou seu primeiro corte de juros para 2027, o BCE mantém postura hawkish, e o BOJ continua seu ciclo de alta, criando a mais profunda divergência monetária desde a era pós-2008. Essa rigidez desafia a meta de 2% e força os mercados a se recalibrarem para taxas mais altas por mais tempo.
O Que É Inflação de Serviços Persistente?
Refere-se à pressão contínua sobre preços em setores como habitação, saúde, hospitalidade e educação. Diferente de bens, os preços de serviços são mais rígidos devido a contratos de longo prazo, regulação e intensidade de mão de obra. Segundo o Federal Reserve de Cleveland, o crescimento salarial em educação e saúde tem efeito defasado sobre a inflação, explicando por que ela permanece elevada.
Contexto: O Boom de Serviços Pós-Pandemia
Após a pandemia, a demanda por serviços disparou, combinada com escassez de mão de obra e aumentos salariais. Até 2024, a inflação de núcleo de serviços mostrou-se resiliente. O