Pelo menos 11 mortos e mais de 20 desaparecidos após o colapso de um aterro em Cebu City, Filipinas. O trabalho de resgate continua em condições instáveis, expondo problemas sistêmicos na gestão de resíduos do país.
Desastre atinge Cebu City após colapso de lixão
Um colapso catastrófico de um aterro sanitário em Cebu City, Filipinas, tirou a vida de pelo menos 11 pessoas, enquanto mais de 20 indivíduos permanecem desaparecidos. O desastre ocorreu na quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, quando uma enorme montanha de lixo no Aterro Binaliw desabou subitamente, soterrando dezenas de catadores sob toneladas de resíduos.
Operações de resgate continuam em condições perigosas
Cerca de 100 socorristas continuam a busca por sobreviventes nos escombros instáveis, com operações sendo interrompidas regularmente devido ao deslocamento das pilhas de lixo. 'Sinais de vida ainda foram detectados no aterro na segunda-feira,' disse o prefeito de Cebu City, Nestor Archival, à GMA News. Até o momento, 12 trabalhadores foram resgatados com vida e hospitalizados, mas o número de mortos continua a subir à medida que mais corpos são recuperados.
O Aterro Binaliw, operado por uma empresa privada, processa aproximadamente 1.000 toneladas de resíduos domésticos por dia e serve como a única instalação de processamento de lixo para Cebu City e comunidades vizinhas. A instalação de 15 hectares há muito enfrenta críticas por violações ambientais, pilhas de lixo excessivamente altas que excedem os limites de segurança e gestão inadequada de resíduos.
Problemas sistêmicos e paralelos históricos
Grupos ambientalistas traçam paralelos com o desastre do aterro de Payatas em 2000, que matou centenas, e apontam para o que chamam de 'sistema de gestão de resíduos quebrado' nas Filipinas. Especialistas ambientais apontam décadas de negligência, com o aterro funcionando como um lixão a céu aberto ilegal, apesar de ter sido certificado como uma instalação adequada em 2017.
'Esta tragédia mostra falhas fundamentais em nossa abordagem de gestão de resíduos,' disse um porta-voz do Greenpeace Filipinas. 'Vemos os mesmos padrões desde Payatas - fiscalização inadequada, infraestrutura precária e comunidades vulneráveis arcando com as consequências.'
Investigações e medidas imediatas
O Departamento de Meio Ambiente e Recursos Naturais das Filipinas suspendeu todas as atividades no aterro, pendente de investigação. Relatórios iniciais sugerem que múltiplos fatores contribuíram para o colapso, incluindo acúmulo excessivo de lixo e chuvas fortes recentes que podem ter desestabilizado o solo sob os resíduos.
Um vereador disse à mídia local que a instalação tornou-se insegura devido à superlotação. Cebu City, com aproximadamente um milhão de habitantes, produz mais de 700 toneladas de resíduos sólidos por dia, sobrecarregando a instalação central que atende 80 barangays (bairros).
Grupos de defesa e políticos pedem uma investigação abrangente sobre a gestão de aterros e reformas urgentes no sistema nacional de gestão de resíduos. A tragédia reacendeu debates sobre o status das Filipinas como o maior contribuinte mundial para a poluição plástica nos oceanos, com cerca de 0,75 milhão de toneladas de plástico mal gerenciado entrando nos oceanos anualmente. A infraestrutura inadequada de gestão de resíduos é um fator-chave nessa crise ambiental global.
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