Adolescente francês recebe 18 anos por facada em escola

Adolescente de 15 anos condenado a 18 anos por facada fatal em supervisora escolar. Caso extremo leva França a endurecer o combate à violência escolar.

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Edicao: PT

Adolescente francês condenado a 18 anos por facada fatal em supervisora escolar

Um tribunal francês condenou um adolescente de 15 anos a 18 anos de prisão pelo assassinato da supervisora escolar Mélanie Grapinet, de 31 anos, durante uma revista de mochilas na escola Françoise-Dolto em Nogent, leste da França, em 10 de junho de 2025. O ataque chocou o país e reacendeu o debate sobre violência com facas nas escolas e a influência de mídias violentas em menores.

Contexto: Ataque durante revista

Grapinet auxiliava gendarmes na revista quando o então estudante de 14 anos a esfaqueou sete vezes com uma faca de cozinha. Um policial também ficou ferido. O adolescente disse que decidiu matar "qualquer supervisor". As revistas foram introduzidas pelo governo no início de 2025 para conter a crescente violência com facas. Segundo o Ministério da Educação, 1 em cada 10 alunos verificados portava arma branca, e 525 foram flagrados com faca entre março e dezembro de 2025. O aumento da violência com facas nas escolas francesas levou à expansão das revistas e à consideração de detectores de metais.

Julgamento e sentença: Sem remorso

Devido à idade, o julgamento ocorreu a portas fechadas em Chaumont. A lei prevê penas reduzidas para menores, mas o tribunal considerou a "gravidade extrema" dos fatos e a total falta de empatia, impondo 18 anos de detenção, seguidos de 10 anos de supervisão judicial com tratamento psiquiátrico obrigatório. A acusação havia pedido o máximo de 20 anos. O juiz citou a premeditação e suspensões anteriores do adolescente por violência. A mãe da vítima disse: "Ele não mostrou remorso."

Perfil psicológico e fascínio pela violência

Psiquiatras concluíram que o adolescente não tinha transtorno mental, mas apresentava "delírio persecutório" que prejudicou seu julgamento, insuficiente para reduzir a culpabilidade. Ele era fã de videogames violentos e fascinado por morte, com posts em redes sociais glorificando ataques escolares. O caso levou o presidente Macron a denunciar a "dessensibilização à violência" e aprovar, em janeiro de 2026, a proibição de redes sociais para menores de 15 anos, com início no ano letivo de 2026. A proibição de redes sociais para menores franceses é uma política emblemática, mas criticada por simplificar o problema.

Impacto e resposta nacional

O assassinato gerou comoção, com vigílias e a hashtag #StopViolenceScolaire. O governo intensificou revistas: entre abril e maio de 2025, 958 verificações resultaram em 94 facas apreendidas; em dois meses, 186 facas e 32 detidos. O primeiro-ministro sugeriu detectores de metais, e a líder de extrema direita Marine Le Pen criticou a "banalização da ultraviolência". O caso também levantou questões sobre o tratamento de menores violentos pelo sistema de justiça juvenil francês. A sentença, uma das mais severas para menores, sinaliza maior responsabilização por atos extremos.

FAQ

O que aconteceu?

Em 10 de junho de 2025, um estudante de 14 anos esfaqueou a supervisora Mélanie Grapinet sete vezes durante revista na escola Françoise-Dolto em Nogent.

Por que 18 anos?

O tribunal considerou extrema gravidade, premeditação e total falta de remorso, justificando a pena próxima ao máximo de 20 anos para menores.

Qual o motivo?

O adolescente disse querer matar "qualquer supervisor". Especialistas apontaram delírio persecutório e fascínio por violência influenciado por videogames e redes sociais.

Como a França respondeu?

Revistas aleatórias intensificadas, apreensão de centenas de facas, lei proibindo redes sociais para menores de 15 anos (a partir de setembro de 2026) e consideração de detectores de metais.

O que acontece após a pena?

10 anos de supervisão judicial com tratamento psiquiátrico obrigatório para monitorar seu comportamento.

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