Vendedor de loteria condenado por roubo de €4,7M

Vendedor de loteria espanhol condenado a 3,5 anos por fraudar cliente em jackpot de €4,7 milhões da La Primitiva em 2012. Vencedor morreu sem saber; tribunal ordenou pagamento aos herdeiros.

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Edicao: PT

Vendedor de Loteria Condenado por Fraudar Cliente com Prêmio Milionário

Um vendedor de bilhetes de loteria espanhol foi condenado a três anos e meio de prisão por fraudar um cliente em um prêmio de €4,7 milhões (US$5,4 milhões) em 2012. O Tribunal Provincial de A Coruña considerou Manuel Eugenio Reija culpado de fraude agravada, após ele mentir deliberadamente a um cliente sobre um bilhete de loteria vencedor e tentar reclamar o prêmio para si. O caso, que atraiu grande atenção na Espanha, destaca vulnerabilidades críticas em sistemas de loteria de bilhetes ao portador e a importância da integridade do vendedor. Os casos de fraude em loterias de 2025 na Europa levaram a um escrutínio renovado dos mecanismos de supervisão.

Como a Fraude Ocorreu

Em 2012, um idoso comprou um bilhete da loteria La Primitiva na loja de Reija em A Coruña. Após o sorteio, o cliente voltou e pediu ao vendedor para verificar se seus números haviam ganho. Reija escaneou o bilhete e percebeu que o cliente acertara todos os seis números — 10, 17, 24, 37, 40 e 43 — ganhando o prêmio máximo de €4,7 milhões. Em vez de informar o cliente, Reija mentiu, dizendo que nenhum número havia sido sorteado. O cliente saiu sem o bilhete, que Reija guardou e depois tentou resgatar.

O Papel do Irmão do Vendedor

Para executar o esquema, Reija contou com a ajuda de seu irmão, Miguel, que trabalhava na Administração de Loteria Espanhola (SELAE). Miguel usou sua posição interna para contornar procedimentos de verificação. Quando Reija apresentou o bilhete às autoridades, alegou tê-lo encontrado abandonado em sua loja. No entanto, a SELAE desconfiou e se recusou a pagar, iniciando uma investigação que durou mais de uma década.

A Investigação: 317 Falsas Reivindicações

Quando a SELAE anunciou publicamente um bilhete vencedor não reclamado, 317 pessoas de toda a Espanha apresentaram falsas reivindicações. Cada uma foi investigada e considerada falsa. Os investigadores usaram uma técnica forense: identificaram a combinação vencedora e rastrearam onde outros bilhetes com os mesmos números foram vendidos, levando a vendas em A Coruña, Costa del Sol e Maiorca.

Cruzando esses dados com registros de uma organização de viagens para idosos, a polícia identificou a esposa do homem que comprara o bilhete original em 2012. Tragicamente, o dono legítimo morrera em 2014, sem saber que havia ganho milhões. Sua viúva e filha então reivindicaram o prêmio. As reformas do sistema de loteria espanhol têm sido debatidas após este caso.

Sentença do Tribunal

Em 12 de junho de 2026, o Tribunal de A Coruña condenou Reija a 3,5 anos de prisão por fraude agravada. O tribunal também ordenou que o prêmio total de €4,7 milhões, mais juros, fosse pago aos herdeiros do falecido. Os fundos estavam em conta congelada sob supervisão judicial. O veredito pode ser apelado ao Supremo Tribunal da Espanha. As decisões judiciais europeias de 2026 sobre crimes financeiros podem estabelecer precedentes.

Impacto no Sistema de Loteria Espanhol

O caso gerou debate sobre a reforma do sistema de bilhetes ao portador, onde os bilhetes de papel são a única prova de propriedade. Críticos argumentam que o sistema deixa os vencedores vulneráveis a vendedores desonestos e que o rastreamento digital ou registro obrigatório poderia prevenir fraudes. Grupos de defesa do consumidor pedem verificação obrigatória de identidade para grandes prêmios.

Perguntas Frequentes

Qual foi o prêmio da loteria?

O bilhete vencedor era da La Primitiva, no valor de €4,7 milhões (aproximadamente US$5,4 milhões). O sorteio ocorreu em 2012.

Como o vendedor tentou roubar o bilhete?

O vendedor escaneou o bilhete, viu que era vencedor, mas disse ao cliente que não havia ganho. Guardou o bilhete e depois alegou tê-lo encontrado, tentando receber o prêmio com a ajuda do irmão.

O que aconteceu com o vencedor legítimo?

O idoso que comprou o bilhete morreu em 2014 sem saber que havia ganho. Sua viúva e filha reivindicaram o prêmio com sucesso através dos tribunais.

Qual foi a sentença do vendedor?

Manuel Eugenio Reija foi condenado a 3,5 anos de prisão por fraude agravada. O tribunal também ordenou o pagamento do prêmio mais juros aos herdeiros.

O veredito pode ser apelado?

Sim, o veredito está sujeito a recurso no Supremo Tribunal da Espanha. A defesa indicou que pode contestar a decisão.

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