Ataque violento choca comunidade educacional francesa
Uma professora de artes de 60 anos luta pela vida após ter sido esfaqueada várias vezes por um aluno de 14 anos durante uma aula no colégio La Guicharde, em Sanary-sur-Mer, no sul da França. O ataque ocorreu na terça-feira por volta das 14h00 e provocou uma onda de choque na comunidade costeira a oeste de Toulon, na região da Provença-Alpes-Costa Azul.
Detalhes do ataque
De acordo com o procurador de Toulon, Raphaël Balland, o adolescente esfaqueou a professora três a quatro vezes no tronco durante uma aula de artes onde estavam presentes cerca de 20 outros alunos. A professora sofreu ferimentos graves no peito e no abdómen antes de ser levada para um hospital em Toulon, onde se encontra em estado crítico. 'O ataque parece ter surgido de tensões recentes entre o aluno e a professora, sem motivos religiosos ou políticos identificáveis,' declarou o procurador Balland numa conferência de imprensa.
O aluno fugiu inicialmente da sala de aula, mas foi detido no pátio da escola por um funcionário. Ele não ofereceu resistência e foi posteriormente preso sob suspeita de tentativa de homicídio. O suspeito, que não tem antecedentes criminais, encontra-se atualmente sob custódia policial enquanto a investigação prossegue.
Reação imediata e evacuação da escola
Após o ataque, a escola foi imediatamente evacuada e as aulas de quarta-feira foram canceladas. O ministro francês da Educação, Edouard Geffray, expressou o seu choque e solidariedade: 'Os meus pensamentos estão com a vítima, a sua família e toda a comunidade educativa da escola La Guicharde. Estamos unidos contra tais atos violentos.' O ministro Geffray viajou para Sanary-sur-Mer para se reunir com funcionários da escola e autoridades locais.
O ministro do Interior, Gérald Darmanin, também manifestou o seu apoio, enquanto o presidente Emmanuel Macron foi mantido informado da situação. O incidente reacendeu o debate nacional sobre a segurança nas escolas em França, onde vários ataques mediáticos a pessoal docente ocorreram nos últimos anos.
Padrão de violência escolar em França
Este ataque é o mais recente de uma série de incidentes violentos em escolas francesas. Em junho de 2025, um aluno de 14 anos foi acusado do homicídio de uma assistente educativa de 31 anos no colégio Françoise-Dolto, em Nogent. No mesmo ano, outro aluno matou um colega e feriu três outros em Nantes. Estes incidentes seguem-se à decapitação do professor Samuel Paty em 2020, que chocou o país e levou ao reforço das medidas de segurança.
Segundo especialistas em educação, a França enfrenta preocupações crescentes sobre a segurança escolar no meio do que alguns descrevem como uma crise educacional contínua. O governo implementou medidas, incluindo revistas aleatórias a mochilas e programas de prevenção, mas os críticos argumentam que estas são insuficientes para proteger os 12 milhões de alunos e 1,2 milhões de funcionários do setor educativo em França.
Impacto na comunidade e investigação em curso
Sanary-sur-Mer, uma comunidade costeira com cerca de 17.000 habitantes, conhecida pelo seu clima ensolarado e atrativos turísticos, foi profundamente afetada pelo incidente. As autoridades locais criaram serviços de apoio psicológico para alunos e funcionários afetados pelo trauma. 'Esta é uma comunidade pacífica onde tal violência é completamente inesperada,' observou um funcionário local que desejou permanecer anónimo.
Os investigadores estão a analisar o histórico do aluno, os registos escolares e possíveis sinais de alerta que antecederam o ataque. O Ministério Público confirmou que o aluno alegadamente nutria ressentimento contra a professora devido a avaliações negativas, embora a natureza exata da sua relação tensa ainda esteja sob investigação.
Enquanto a professora continua a lutar pela vida no hospital, o incidente gerou novos apelos a reformas abrangentes de segurança escolar e a melhores cuidados de saúde mental para alunos em toda a França.
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