Centenas de manifestantes mascarados contra a imigração bloquearam o acesso ao Porto de Dover no sábado, 5 de setembro de 2026, paralisando o terminal de balsas e causando um engarrafamento de 6 km. As travessias para Calais e Dunquerque foram adiadas até a polícia dispersar o grupo por volta do meio-dia.
O que aconteceu no Porto de Dover em 5 de setembro?
No início da manhã, centenas de homens vestidos de preto e com máscaras faciais se reuniram nas estradas de acesso ao terminal. Testemunhas afirmaram que gritavam palavras de ordem como “De quem são as ruas? Nossas ruas” e “Parem os barcos”. O protesto foi compartilhado em canais ligados ao ativista de extrema direita Tommy Robinson. A ação ecoou protestos anteriores de extrema direita em cidades do Reino Unido voltados contra a política de migração.
A Polícia de Kent classificou o evento como um distúrbio “espontâneo”, mas alguns legisladores questionaram a falta de preparo. Não houve prisões nem violência, embora o bloqueio tenha sido considerado intimidador.
Como o protesto afetou balsas e viajantes?
Com os homens na estrada, o acesso às balsas para Calais e Dunquerque ficou difícil. Viajantes ficaram impedidos de entrar ou sair do porto, gerando filas de quilômetros. A P&O Ferries informou que o acesso foi restaurado ao meio-dia e que passageiros que perdessem a viagem poderiam usar a próxima travessia.
Um ônibus holandês com turistas que voltavam de Devon e Cornwall ficou preso no congestionamento. O motorista Henk Achterstraat disse à NOS: “Perdemos o barco das 10h, mas o clima é bom. Estamos tomando café ao sol enquanto outros usam o banheiro do ônibus. Estamos longe do protesto, então assistimos à transmissão ao vivo no YouTube. Parece assustador.”
Contexto anti-imigração e travessias do Canal em 2026
A crise das travessias do Canal em pequenos barcos intensifica o debate político no Reino Unido. Até 1º de setembro de 2026, 16.513 pessoas cruzaram o Canal este ano, queda de 43% ante 2025. Porém, contrabandistas adaptam-se à vigilância e colocam mais pessoas em embarcações precárias. Em meados de agosto, um barco de borracha de 15 metros com 230 pessoas foi interceptado, o maior já visto; o recorde anterior era de 165 em julho. O governo trabalhista atribui a queda à cooperação com a França, enquanto Nigel Farage chama requerentes de asilo de “invasão”, o que críticos dizem alimentar protestos como o de sábado.
Reação e impacto do bloqueio
O deputado trabalhista Mike Tapp, de Dover, criticou o ato: “Estou farto desses idiotas causando interrupção. Vão para casa, aproveitem o fim de semana ou arrumem um emprego.” Sir Roger Gale chamou a manifestação de “claramente orquestrada”. O grupo Hope Not Hate afirmou que a rede Patriot Platform organizou o protesto. O governo britânico condenou o bloqueio como algo além do protesto pacífico. O caso também evidenciou tensões sobre leis de ordem pública e protesto na Inglaterra. À tarde, os manifestantes se dispersaram perto da estação de Dover Priory e o porto voltou ao normal.
FAQ: Protesto anti-imigração no Porto de Dover
O que aconteceu no Porto de Dover em 5 de setembro de 2026? Centenas de homens mascarados bloquearam as vias de acesso ao porto, gritando “Parem os barcos”, causando 6 km de engarrafamento e atrasos nas balsas até o meio-dia.
Por que os manifestantes bloquearam o porto? Foi um protesto anti-imigração contra a travessia de migrantes em pequenos barcos pelo Canal.
Houve prisões? Não houve prisões nem violência relatada, mas o bloqueio foi considerado intimidante.
Quantas pessoas cruzaram o Canal em pequenos barcos em 2026? Até 1º de setembro, 16.513 pessoas fizeram a travessia, queda de 43% em relação a 2025.
Qual foi a maior travessia em pequenos barcos? Um barco de 15 metros com 230 pessoas foi interceptado em meados de agosto, recorde absoluto.
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