O Pentágono demitiu o editor-chefe, o editor executivo e uma repórter de destaque do Stars and Stripes, o jornal militar dos EUA fundado em 1861, intensificando um amargo confronto sobre a independência editorial. As demissões, anunciadas na sexta-feira, 21 de agosto de 2026, têm como alvo Erik Slavin, Max D. Lederer Jr. e Lara Korte, acusados de insubordinação após defenderem publicamente a independência do jornal em relação ao controle do Departamento de Defesa.
O que levou o Pentágono a demitir a direção do Stars and Stripes?
O gatilho imediato foi uma entrevista que o editor-chefe Erik Slavin concedeu ao CBS Sunday Morning no início de julho de 2026. Slavin disse que qualquer tentativa do Pentágono de censurar notícias para militares cruzaria uma linha vermelha, e manteve o princípio de que o Stars and Stripes deve permanecer editorialmente independente 'conforme exigido por lei'. Em uma declaração após a demissão, Slavin escreveu: 'Mantenho o princípio de que o Stars and Stripes deve permanecer editorialmente independente, conforme exigido por lei e pela política do próprio departamento.'
A repórter Lara Korte, que cobria o Oriente Médio a partir da Alemanha, também foi demitida. Ela afirmou nas redes sociais que foi demitida por dizer à CBS que trabalha para o Stars and Stripes, 'não para o Pentágono ou qualquer governo ou formulador de políticas'. O editor Max Lederer, que havia anunciado aposentadoria para o final de setembro, foi demitido dias depois após citar divergências 'fundamentais' com o Pentágono sobre a direção do jornal.
Esse confronto ecoa a repressão midiática mais ampla do Pentágono que gerou duras críticas de defensores da liberdade de imprensa e membros do Congresso.
Quem foi demitido e por quê?
Erik Slavin — Editor-chefe
Slavin ingressou no Stars and Stripes em 2005 e chegou ao cargo mais alto de redação. O aviso de desligamento do Pentágono o acusou de insubordinação, citando suas declarações públicas sobre censura. O National Press Club chamou a demissão de 'outra tentativa descarada do Pentágono de ditar a cobertura.'
Lara Korte — Repórter do Oriente Médio
Korte entrou no jornal em dezembro de 2024 e cobriu a guerra dos EUA contra o Irã. Ela descreveu as demissões como 'uma vergonha para a instituição e para os militares que merecem uma imprensa livre.'
Max D. Lederer Jr. — Editor executivo
Lederer passou mais de 30 anos na publicação. Ele anunciou sua aposentadoria na terça-feira, apenas para receber um aviso de desligamento na sexta-feira. Sua saída ocorreu após o Pentágono instalar o capitão da Marinha William Urban como editor executivo adjunto sem o conhecimento de Lederer.
Por que a independência editorial do Stars and Stripes importa?
O Stars and Stripes entrega notícias aos soldados americanos em todo o mundo desde 1861. As edições impressas são distribuídas diariamente em bases militares no exterior. Embora o jornal seja parcialmente financiado pelo Pentágono, o Congresso há muito garante sua independência editorial e proteção da Primeira Emenda. Um ombudsman independente se reporta ao Congresso em nome dos leitores.
Críticos comparam as demissões à política de mídia do governo Trump que remodelou redações federais e restringiu o acesso da imprensa ao Pentágono. Em abril de 2026, o Pentágono demitiu a ombudsman do jornal, Jacqueline Smith. Ações anteriores incluíram a proibição de cartuns e matérias sindicalizadas e um plano de modernização de 9 de março que exigia que o conteúdo se alinhasse à 'boa ordem e disciplina'.
O que acontece a seguir com o Stars and Stripes?
O Pentágono afirmou que pretende continuar a missão do jornal e expandir o jornalismo digital, mas grupos de liberdade de imprensa estão alarmados. Três senadores democratas questionaram o secretário de Defesa Pete Hegseth sobre a nomeação de Urban como editor executivo adjunto. Uma ação federal movida em junho de 2026 já alega que as ações do Pentágono contra o Stars and Stripes corroem sua independência editorial de longa data e os direitos da Primeira Emenda.
O desfecho pode influenciar as proteções de imprensa da Primeira Emenda para publicações militares e como os militares recebem notícias independentes durante conflitos ativos. Por enquanto, o Pentágono não nomeou substitutos permanentes para Slavin, Lederer ou Korte.
FAQ: Pentágono demite direção do Stars and Stripes
Por que o Pentágono demitiu a direção do Stars and Stripes?
O Pentágono acusou o editor-chefe Erik Slavin, o editor Max Lederer e a repórter Lara Korte de insubordinação após se oporem publicamente à possível censura do Departamento de Defesa e defenderem a independência editorial do jornal.
O Stars and Stripes é independente do Pentágono?
Sim. Embora parcialmente financiado pelo Pentágono, o Stars and Stripes é editorialmente independente sob a lei dos EUA, e sua proteção da Primeira Emenda é salvaguardada pelo Congresso por meio de um ombudsman independente.
Quando o Stars and Stripes foi fundado?
O Stars and Stripes foi fundado em 9 de novembro de 1861, durante a Guerra Civil Americana, e tem sido publicado continuamente desde a Segunda Guerra Mundial.
O que o secretário de Defesa Pete Hegseth disse sobre o jornal?
Um porta-voz de Hegseth chamou anteriormente o Stars and Stripes de 'woke', e o Pentágono promoveu um plano de modernização que restringe cartuns, conteúdo sindicalizado e agências de notícias para se alinhar à 'boa ordem e disciplina'.
Onde posso ler as últimas notícias sobre essa história?
Você pode acompanhar a cobertura do Stars and Stripes, Federal News Network e NOS.
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