UE proíbe substâncias nocivas em brinquedos com novas regras

Parlamento Europeu adota novas regras de segurança para brinquedos que proíbem disruptores endócrinos, PFAS, bisfenóis e fragrâncias alergênicas. Todos os brinquedos devem ter passaportes digitais de produto e passar por avaliações de segurança abrangentes. Período de transição de 4,5 anos para implementação.

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Parlamento Europeu adota regras pioneiras de segurança de brinquedos

O Parlamento Europeu aprovou regras abrangentes de segurança para brinquedos que fortalecem significativamente a proteção da saúde das crianças na União Europeia. As regras atualizadas, adotadas em 25 de novembro de 2025, estendem as proibições químicas a disruptores endócrinos, PFAS 'químicos eternos', bisfenóis perigosos e fragrâncias alergênicas em brinquedos para crianças menores de três anos.

Proteção química aprimorada

A nova regulamentação representa um avanço significativo na segurança infantil ao abordar substâncias perigosas anteriormente permitidas. 'Com a nova regulamentação de segurança de brinquedos, a Europa envia um sinal claro: a segurança não pode ser deixada ao acaso,' disse Marion Walsmann (PPE, Alemanha), relatora do Parlamento sobre a legislação. 'Graças a diretrizes claras, requisitos de segurança modernos e períodos de transição justos, as empresas podem planejar e crescer de forma responsável – e as crianças podem brincar sem preocupações. Esta regulamentação é uma vitória para todos: consumidores, fabricantes e o futuro das nossas crianças.'

A legislação estende as proibições existentes de substâncias CMR (cancerígenas, mutagênicas ou tóxicas para a reprodução) a produtos químicos disruptores endócrinos que interferem nos sistemas hormonais, compostos PFAS que persistem no meio ambiente e os tipos mais perigosos de bisfenóis. Fragrâncias alergênicas agora são proibidas em brinquedos para crianças menores de três anos e em brinquedos destinados a serem colocados na boca.

Passaportes digitais de produtos e avaliações de segurança

Todos os brinquedos vendidos na UE devem agora ter um passaporte digital de produto claramente visível que demonstre conformidade com as regras de segurança. Esta inovação facilita o rastreamento de brinquedos e simplifica a vigilância do mercado e os controles aduaneiros. Os consumidores obtêm melhor acesso a informações de segurança e avisos através de códigos QR.

Os fabricantes devem realizar uma avaliação abrangente de segurança de todos os perigos possíveis – químicos, físicos, mecânicos e elétricos – antes de colocar brinquedos no mercado. Eles também devem testar brinquedos quanto à inflamabilidade, higiene e radioatividade, considerando a vulnerabilidade específica das crianças. Brinquedos digitais devem ser avaliados quanto a riscos potenciais para a saúde mental.

Abordando desafios do mercado online

A regulamentação responde ao aumento dramático das compras online e ao crescente uso de tecnologias digitais. As plataformas online devem garantir que os vendedores exibam claramente as marcações CE, avisos de segurança e passaportes digitais de produtos. Brinquedos que não cumpram as regras são considerados 'conteúdo ilegal' sob a Regulamentação de Serviços Digitais.

A necessidade de medidas de segurança aprimoradas é sublinhada por estatísticas do sistema de alerta rápido da UE para produtos perigosos. Em 2023, os brinquedos foram o segundo produto de consumo perigoso mais notificado (15%), depois dos cosméticos (36%). Produtos químicos representaram o principal risco em quase metade de todos os alertas relacionados a brinquedos.

Impacto econômico e período de transição

A UE importou 6,5 bilhões de euros em brinquedos em 2023, sendo cerca de 80% provenientes da China. Os Estados-membros e as empresas recebem um período de transição de 4,5 anos para implementar as novas medidas, proporcionando tempo suficiente para a conformidade enquanto melhora a proteção das crianças.

As novas regras entram em vigor no vigésimo dia após a publicação no Jornal Oficial da União Europeia, representando um passo importante na proteção do consumidor e nos padrões de segurança infantil em toda a Europa.

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