Espanha remove 53 mil imóveis ilegais de plataformas de aluguel

Espanha remove 53.876 aluguéis ilegais de férias de plataformas para combater crise habitacional, realocando imóveis para famílias locais após protestos contra turismo.

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Governo espanhol age contra aluguel ilegal de férias

Em um grande passo para enfrentar a crise habitacional, o governo espanhol ordenou a remoção de 53.876 imóveis de férias de plataformas online de aluguel. O primeiro-ministro Pedro Sánchez anunciou a decisão durante uma reunião de seu Partido Socialista (PSOE) em Málaga e disse que essas moradias agora serão alugadas permanentemente para jovens e famílias espanholas.

Crise habitacional piora anualmente

A Espanha luta com uma escassez de moradias cada vez mais grave, que associações de inquilinos e organizações atribuem parcialmente ao crescente número de apartamentos de férias. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Estatística (INE), existem mais de 400.000 dessas propriedades, com um crescimento anual de 15%.

Requisitos de registro e problemas de conformidade

Os imóveis envolvidos não possuíam o número de registro obrigatório exigido desde este verão. O novo sistema de registro, implementado em 1º de julho, aplica-se a todos os apartamentos turísticos e aluguel sazonal. O governo afirmou que o registro estadual visa "acabar com fraudes e más práticas para facilitar o acesso a moradias dignas para os cidadãos".

"Descobrimos milhares de irregularidades em muitos desses apartamentos," revelou o primeiro-ministro Sánchez durante o anúncio.

Distribuição geográfica das ofertas removidas

A maioria das propriedades removidas está concentrada em regiões turísticas populares: Andaluzia (16.740), Ilhas Canárias (8.698), Catalunha (7.729) e região de Valência (7.499). O Ministério da Habitação notificou as plataformas digitais de aluguel sobre a decisão e solicitou a remoção dos anúncios.

Resposta das plataformas e fiscalização contínua

A Airbnb, uma das maiores plataformas de aluguel, comprometeu-se a cooperar proativamente com uma conformidade regulatória "rigorosa". O governo espanhol está focando cada vez mais em empresas como Airbnb e Booking.com para regular o aluguel baseado em plataformas.

Estratégia habitacional mais ampla

A medida faz parte da estratégia do governo de esquerda para devolver a habitação ao seu propósito original, combater o aluguel turístico ilegal e melhorar a qualidade de vida nas cidades. No início de abril, dezenas de milhares de pessoas em toda a Espanha protestaram contra a crise habitacional, exigindo o fim da especulação imobiliária, mais moradias sociais e a interrupção da conversão de espaços residenciais em apartamentos de férias.

Protestos contra o turismo em massa estão aumentando no destino de férias popular, com administrações municipais como Barcelona anunciando restrições em junho sobre o aluguel de apartamentos turísticos.

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