Líderes europeus rejeitam os planos de anexação de Trump para a Groenlândia e afirmam que apenas a Dinamarca e a Groenlândia decidem sobre seu futuro. A Holanda junta-se ao apoio.
Unidade Europeia Contra as Ambições de Trump na Groenlândia
Em uma demonstração poderosa de solidariedade transatlântica, líderes europeus emitiram uma declaração conjunta rejeitando firmemente o renovado interesse do presidente americano Donald Trump pela Groenlândia. Eles afirmam que o futuro da ilha ártica deve ser decidido exclusivamente pela Dinamarca e pela própria Groenlândia. A resposta diplomática coordenada surge em um momento em que Trump repetidamente expressou seu desejo de anexar a região rica em minerais, tendo dito no domingo que os EUA 'absolutamente precisam da Groenlândia' por razões de segurança e estratégia.
Holanda se Junta ao Apoio Europeu
O ministro das Relações Exteriores em exercício da Holanda, David van Weel, foi um dos primeiros a expressar apoio, escrevendo no X que a Holanda está por trás de 'nossos amigos dinamarqueses' em relação à Groenlândia. 'Quanto ao futuro da Groenlândia, cabe à Dinamarca e à própria Groenlândia decidir sobre isso,' declarou Van Weel, acrescentando que a Holanda incentiva o diálogo e a cooperação entre aliados da OTAN para fortalecer a segurança na região.
Embora a Holanda inicialmente não tenha sido convidada a assinar a declaração conjunta, o primeiro-ministro Dick Schoof confirmou mais tarde no X que o país 'subscreve totalmente' a declaração. A declaração foi assinada pela primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen, pelo presidente francês Emmanuel Macron, pelo chanceler alemão Friedrich Merz, pelo primeiro-ministro britânico Keir Starmer, pela primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, pelo primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez e pelo primeiro-ministro polonês Donald Tusk.
Importância Estratégica da Groenlândia
A Groenlândia, a maior ilha do mundo, ganhou enorme significado geopolítico nos últimos anos devido às mudanças climáticas que abrem novas rotas de navegação no Ártico e revelam valiosos depósitos minerais, incluindo terras raras. A área faz parte do reino dinamarquês há cerca de 200 anos, mas obteve autogoverno em 1979 e o expandiu em 2009. Enquanto a Dinamarca trata de defesa e relações exteriores, a Groenlândia tem seu próprio governo e parlamento.
A localização estratégica tornou a Groenlândia um ponto focal na emergente competição de poder no Ártico, com a Rússia e a China aumentando sua presença na região. Os EUA mantêm a Base Espacial Pituffik (anteriormente Base Aérea Thule) no norte da Groenlândia, uma das instalações militares mais ao norte da América.
Aspirações de Independência da Groenlândia
O que complica a situação geopolítica é o fato de que a maioria dos groenlandeses deseja eventual independência da Dinamarca. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, expressou raiva sobre as últimas ameaças de Trump, escrevendo no Facebook: 'Agora chega.' Ele assegurou aos groenlandeses que não havia motivo para pânico e disse que buscaria contato novamente com o governo americano por canais diplomáticos.
A primeira-ministra dinamarquesa Frederiksen deu um aviso claro sobre as consequências de uma ação americana contra um aliado da OTAN: 'Se os EUA decidirem atacar outro país da OTAN, tudo pararia,' disse ela. 'Isso se aplica à OTAN e, portanto, à ordem de segurança internacional do pós-guerra.'
Contexto Geopolítico Mais Ampla
A declaração europeia surge em um momento de tensões elevadas após a intervenção militar americana na Venezuela, o que preocupa muitos países sobre onde Washington poderia intervir em seguida. A resposta europeia coordenada representa uma significativa reação diplomática contra o que muitos veem como as ambições expansionistas de Trump.
À medida que as mudanças climáticas continuam a transformar a região ártica, tornando recursos anteriormente inacessíveis disponíveis e abrindo novas rotas de navegação, a importância geopolítica da Groenlândia só aumentará. A declaração europeia serve como uma mensagem clara de que o continente deseja defender os princípios de soberania e integridade territorial contra pressões externas.
Para mais informações sobre a história e o status político da Groenlândia, visite a página da Groenlândia na Wikipedia. Reportagens adicionais sobre a reação europeia podem ser encontradas na Reuters e na Anadolu Agency.
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