Houthis invadem escritório da ONU no Iêmen e detêm funcionários

Rebeldes Houthi invadiram um escritório da ONU em Sanaa e prenderam 20 funcionários. A invasão escalou tensões enquanto organizações da ONU enfrentam acusações de espionagem e milhões dependem de ajuda no Iêmen.

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Milícias Houthi invadem instalação da ONU em Sanaa

Em uma escalada dramática das tensões, rebeldes Houthi invadiram um escritório da ONU na capital iemenita Sanaa, resultando na prisão de pelo menos 20 funcionários e no confisco de equipamentos cruciais. A invasão, que ocorreu no fim de semana passado, teve como alvo uma instalação da ONU no distrito sul de Hada, onde várias organizações de ajuda estão localizadas, incluindo UNICEF e o Programa Mundial de Alimentos.

Funcionários detidos e equipamentos confiscados

Segundo funcionários da ONU que falaram com a Associated Press, os funcionários detidos incluem cinco cidadãos iemenitas e quinze funcionários internacionais de várias agências da ONU. Durante a operação, as milícias Houthi confiscaram todos os equipamentos de comunicação, incluindo telefones, servidores e computadores, prejudicando gravemente as operações humanitárias na região. 'Estamos profundamente preocupados com a segurança de nossos colegas e estamos trabalhando por todos os canais disponíveis para garantir sua libertação imediata,' declarou um porta-voz da ONU.

Padrão de tensões crescentes

Este incidente é o mais recente em uma série de confrontos entre os Houthis e organizações internacionais. Desde 2021, os rebeldes detiveram mais de 50 funcionários da ONU, de acordo com relatórios da ONU. Os Houthis repetidamente acusaram organizações da ONU de espionagem, acusações que o secretário-geral António Guterres consistentemente rejeitou. 'Essas acusações infundadas minam o trabalho humanitário vital que está sendo feito para ajudar o povo iemenita,' enfatizou Guterres em uma declaração recente.

Crise humanitária se agrava

As detenções ameaçam agravar a já precária situação humanitária no Iêmen. O país está envolvido em uma guerra civil desde 2014, quando as tropas Houthi assumiram o controle de Sanaa, levando a uma intervenção militar liderada pela Arábia Saudita. O conflito causou uma das piores crises humanitárias do mundo, segundo a ONU, com milhões dependendo de ajuda internacional para sobreviver. 'Quando trabalhadores humanitários são atacados, são os mais vulneráveis que mais sofrem,' observou um analista regional.

Resposta internacional e apelos por libertação

O secretário-geral da ONU, Guterres, condenou veementemente as detenções e exigiu que todos os funcionários da ONU fossem libertados imediata e incondicionalmente. A comunidade internacional expressou crescente preocupação com a segurança dos trabalhadores humanitários em áreas controladas pelos Houthis. O incidente ocorre em meio a tensões regionais crescentes e levanta sérias questões sobre o futuro das operações humanitárias no Iêmen.

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