Cúpula do G7 em Évian: Alto risco e segurança pesada
A cúpula do G7 em Évian, França, começou com medidas de segurança sem precedentes, com 16 mil agentes mobilizados. O presidente francês Emmanuel Macron recebeu o presidente dos EUA, Donald Trump, para o jantar de abertura, na tentativa de aliviar tensões que atingiram um ponto baixo no segundo mandato de Trump.
Em entrevista ao canal TF1, Macron afirmou esperar uma 'discussão respeitosa, mas firme' com o líder americano. 'Sou pragmático. Uso apenas um uniforme: o da França.'
Antecedentes: Relações transatlânticas estremecidas
A relação entre Macron e Trump, já descrita como bromance, esfriou drasticamente no último ano. As ameaças de Trump de anexar a Groenlândia, impor tarifas à UE e pressionar europeus a aumentar gastos com defesa corroeram a confiança. As tensões comerciais entre UE e EUA complicaram ainda mais os esforços diplomáticos.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, espera mais estabilidade após o acordo inicial EUA-Irã.
Principais temas da agenda
Irã e Estreito de Ormuz
As consequências econômicas da guerra no Irã dominam a agenda. Trump exige ajuda para abrir o Estreito de Ormuz, com um plano conjunto Reino Unido-França já preparado. Macron disse à TF1 que o porta-aviões Charles de Gaulle 'pode ser mobilizado em dois a três dias.'
Ucrânia e apelo de Zelensky
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky participa da cúpula esperando conversas diretas com Trump. Zelensky pressionará por mais sistemas de defesa aérea. Os pacotes de ajuda à Ucrânia continuam sendo um ponto controverso entre os membros do G7.
Comércio e China
Os líderes também discutem desequilíbrios comerciais com a China e regulação de inteligência artificial. A UE impôs tarifas retaliatórias sobre produtos dos EUA, escalando a disputa comercial.
A ofensiva de encanto de Macron
A estratégia de Macron parece focada em uma ofensiva de encanto para impedir que Trump saia mais cedo, como fez no Canadá. Macron já recebeu Trump na parada de 14 de julho e na reabertura de Notre Dame. Após a cúpula, os dois jantarão no Château de Versailles, brindando ao 250º aniversário da independência dos EUA.
Macron também manteve pressão sobre a Rússia através da 'coalizão dos dispostos' e tomou medidas para cooperar com países europeus em estratégia de armas nucleares.
O que é o G7?
O G7 reúne as sete maiores economias do mundo: EUA, Canadá, Japão, Reino Unido, França, Alemanha e Itália, mais a UE. A Rússia era membro até 2014, quando foi expulsa após a anexação da Crimeia.
A cúpula vai até quarta-feira. Líderes discutem economia, guerra na Ucrânia e Oriente Médio. Líderes do Egito, Emirados Árabes e Catar participam das discussões sobre o Oriente Médio.
Impacto e implicações
A confiança entre os EUA e os outros membros do G7 está em um nível baixo histórico. Segundo estudo do ECFR, a confiança europeia nos EUA sob Trump caiu ainda mais. Até a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni se distanciou de Trump.
Alcançar consenso será difícil. Se Trump permanecer até o final e todos saírem sem incidentes, a cúpula será considerada um sucesso, e Macron respirará aliviado. Os resultados da cúpula do G7 2026 serão observados de perto pelos mercados globais.
Perguntas Frequentes
Onde está sendo realizada a cúpula do G7 2026?
Em Évian, França, às margens do Lago Genebra.
Quem participa do G7 2026?
Líderes dos EUA, Canadá, Japão, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e UE. Zelensky e líderes do Egito, Emirados e Catar participam de sessões específicas.
Quais os principais temas do G7 2026?
Guerra no Irã e segurança no Estreito de Ormuz, guerra na Ucrânia, tensões comerciais com China, regulação de IA e disputa tarifária EUA-UE.
Por que há tensão entre Macron e Trump?
Devido às ameaças de Trump de anexar a Groenlândia, impor tarifas à UE e pressionar a Europa sobre gastos com defesa. Macron pediu uma 'discussão respeitosa, mas firme'.
Qual a importância do jantar em Versalhes?
Macron receberá Trump no Château de Versailles para celebrar os 250 anos da independência dos EUA, como parte de uma ofensiva de encanto para manter laços diplomáticos.
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