Aliados ocidentais prometem garantias de segurança para a Ucrânia em cúpula de Paris, comprometendo-se com tropas multinacionais em caso de cessar-fogo com a Rússia. França e Reino Unido lideram coalizão com apoio dos EUA, enquanto alguns países europeus permanecem relutantes.
Declaração Histórica de Paris: Aliados Ocidentais comprometem-se com segurança ucraniana
Em um movimento diplomático inovador que pode reformar a arquitetura de segurança europeia, a 'Coalizão de Países Dispostos' prometeu garantias de segurança robustas para a Ucrânia durante uma cúpula em Paris. O presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky assinaram em 6 de janeiro de 2026 uma declaração de intenções comprometendo-se a implantar tropas multinacionais na Ucrânia se um cessar-fogo com a Rússia for alcançado.
Força Multinacional e Estrutura de Segurança
A Declaração de Paris delineia planos para uma força militar multinacional de 15.000 a 30.000 tropas ocidentais que seriam implantadas em território ucraniano para apoiar a reconstrução das forças armadas da Ucrânia e fornecer dissuasão contra agressões futuras. De acordo com relatórios do Euractiv, a França e o Reino Unido forneceriam a maior parte das tropas, enquanto a Turquia, com apoio americano, garantiria o Mar Negro. O acordo também inclui financiamento para o exército ucraniano, continuidade nas entregas de armas e parcerias de longo prazo com a base industrial de defesa da Ucrânia.
O presidente Macron enfatizou a importância estratégica dessas garantias: 'Essas garantias de segurança mostram que a Ucrânia não precisa se render e que um futuro acordo de paz não será violado.' O líder francês acrescentou que as garantias permitem que a Ucrânia saiba que, quando o conflito terminar, 'será para sempre.'
Envolvimento Americano e Significado Diplomático
A presença de altos representantes americanos marcou um desenvolvimento importante nos esforços da coalizão. O enviado americano Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do ex-presidente Donald Trump, participaram do encontro em Paris, sinalizando o apoio de Washington à estrutura de segurança. 'O compromisso americano foi representado pelo enviado de Washington Steve Witkoff e Jared Kushner, com as garantias de segurança amplamente finalizadas,' de acordo com fontes diplomáticas.
Macron descreveu o apoio americano como 'sincero e confiável,' observando que o apoio de Washington foi crucial nas negociações. Isso representa uma mudança em relação a posições americanas anteriores que enfatizavam a responsabilidade europeia pela segurança da Ucrânia.
Reações Europeias e Posição Holandesa
Embora a coalizão tenha ganhado impulso, nem todos os países europeus se comprometeram com o envio de tropas. O primeiro-ministro polonês Donald Tusk afirmou que atualmente não tem planos de enviar militares poloneses, enquanto a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni expressou relutância sobre tropas italianas na Ucrânia. O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, no entanto, mostrou disposição para o envolvimento espanhol, sujeito à aprovação de sua coalizão e parlamento.
O primeiro-ministro holandês Dick Schoof, que participou da cúpula, disse a repórteres que ainda não pode confirmar a participação holandesa na força-tarefa internacional. 'Preciso primeiro conversar com a Câmara dos Deputados se houver um cessar-fogo,' declarou Schoof. Ele reconheceu o progresso nas negociações e enfatizou: 'O mais importante é que, desta forma, possibilitamos que o sinal para a Rússia seja absolutamente claro. Queremos paz e apoiamos as garantias de segurança quando essa paz existir.'
Contexto Estratégico e Implicações Futuras
A Coalizão de Países Dispostos, estabelecida em março de 2025, representa 35 países comprometidos com um apoio reforçado à Ucrânia que vai além dos esforços do Grupo de Contato de Defesa da Ucrânia. De acordo com a documentação da Wikipedia, a coalizão promete especificamente a disposição de participar de forças de manutenção da paz em território ucraniano assim que um acordo de cessar-fogo abrangente for assinado.
O encontro em Paris segue as recentes discussões de Zelensky com o ex-presidente Trump na Flórida, onde o líder ucraniano observou que Trump havia enfatizado que a Ucrânia precisa de garantias de segurança. Zelensky indicou que a atual proposta de paz sobre a mesa tem a aprovação geral da Ucrânia, embora a Rússia ainda não tenha respondido e deva rejeitar o plano.
À medida que os esforços diplomáticos se intensificam, as garantias de segurança da coalizão representam um passo crucial para criar condições para uma paz duradoura, mantendo a pressão sobre a Rússia para participar seriamente das negociações.
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