Cientistas desenvolvem suculentas luminescentes inspiradas em Avatar

Cientistas desenvolveram suculentas luminescentes usando partículas absorvedoras de luz que carregam com luz solar e emitem luz durante horas. A tecnologia, inspirada pelas plantas luminescentes de Avatar, oferece alternativas de iluminação sustentável e representa uma melhoria económica em relação a métodos anteriores.
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Plantas bioluminescentes revolucionárias podem transformar iluminação sustentável

Num avanço que parece saído diretamente da ficção científica, investigadores desenvolveram com sucesso suculentas luminescentes capazes de fornecer iluminação ambiente. A tecnologia, inspirada na flora luminescente do filme Avatar de James Cameron, representa um progresso significativo em soluções de iluminação sustentável.

Como funciona a tecnologia

A equipa científica utilizou partículas especializadas de absorção de luz que funcionam de forma semelhante aos materiais presentes em brinquedos fosforescentes. Estas partículas, com aproximadamente 7 micrómetros de tamanho, são injetadas nas folhas das plantas, onde se espalham através do sistema vascular. Durante o dia, as partículas absorvem e armazenam energia solar, libertando-a durante a noite como luz visível.

Suculentas: as candidatas ideais

Entre várias espécies de plantas testadas, incluindo pak choi e hera-do-diabo, as suculentas revelaram-se as emissores de luz mais eficazes. As suas veias estreitas e uniformemente distribuídas permitem uma dispersão ideal de partículas, resultando num brilho consistente através das folhas. Após apenas alguns minutos de exposição à luz solar ou LED, estas suculentas modificadas podem brilhar até duas horas.

Variação de cores e aplicações

A equipa de investigação produziu com sucesso suculentas que brilham em verde, vermelho e azul. Criaram mesmo uma parede vegetal com 56 suculentas luminescentes que, em conjunto, fornecem iluminação suficiente para iluminar objetos próximos. Isto abre possibilidades para iluminação decorativa, iluminação de caminhos e iluminação interior.

Vantagens sobre métodos anteriores

Ao contrário de abordagens anteriores de modificação genética que produziam apenas um brilho verde fraco, este novo método é tanto económico como eficiente. Cada tratamento de planta demora aproximadamente 10 minutos e custa pouco mais de 10 yuan (cerca de 1,20€), excluindo mão-de-obra. A técnica também permite múltiplas opções de cores, uma melhoria significativa face às limitações anteriores.

Futuro da iluminação sustentável

Embora não sejam adequadas para iluminação intensa de tarefas, estas plantas bioluminescentes oferecem uma alternativa ecológica para aplicações de baixa intensidade luminosa. Poderiam substituir iluminação consumidora de energia em jardins, ao longo de caminhos ou como elementos decorativos interiores. A tecnologia representa um passo em direção à redução do consumo de eletricidade para iluminação ambiente.

Direções futuras de investigação

Os investigadores continuam a estudar os efeitos a longo prazo da injeção de partículas na saúde das plantas e a explorar se outras espécies vegetais poderiam ser candidatas adequadas. Também estão a trabalhar para melhorar a duração e intensidade do brilho, mantendo a viabilidade da planta.

Anna Petrova
Anna Petrova

Anna Petrova é uma renomada jornalista investigativa russa, conhecida por expor corrupção e violações de direitos humanos em toda a Europa Oriental através de seus relatórios inovadores que desafiam estruturas de poder.

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