Controles de Semicondutores: Coordenação Aliada na Guerra Tech EUA-China

EUA fortaleceram controles de exportação de semicondutores em dez2024-jan2025. Análise CSIS revela falhas críticas na coordenação aliada com Holanda, Japão, Coreia do Sul e Taiwan, ameaçando eficácia das restrições tecnológicas contra a China.

semicondutores-eua-china-controles-2025
Facebook X LinkedIn Bluesky WhatsApp

A Frente Fragmentada: Coordenação Aliada em Controles de Semicondutores

Os Estados Unidos fortaleceram significativamente seus controles de exportação de semicondutores contra a China em atualizações de dezembro de 2024 e janeiro de 2025, mas lacunas críticas na coordenação aliada ameaçam minar a eficácia dessas restrições tecnológicas estratégicas. O Bureau de Indústria e Segurança (BIS) dos EUA anunciou atualizações abrangentes, as mais agressivas desde outubro de 2022. No entanto, como uma recente análise do CSIS revela, aliados-chave como Holanda, Alemanha, Japão, Coreia do Sul e Taiwan enfrentam limitações legais, políticas e econômicas, criando uma frente fragmentada na competição tecnológica com a China.

Quais São as Atualizações dos Controles de Dezembro 2024-Janeiro 2025?

As últimas atualizações representam uma escalada nos esforços de contenção tecnológica, expandindo restrições em semicondutores de computação avançada e equipamentos de fabricação. Essas regulamentações visam especificamente chips de IA acima de 4.800 TOPS, chips de memória de alta largura de banda, equipamentos para nós abaixo de 14nm, requisitos aprimorados de due diligence e cobertura expandida da Regra do Produto Direto Estrangeiro. As atualizações também adicionaram 37 entidades chinesas à Lista de Entidades, baseando-se nos fundamentais controles de exportação de semicondutores de outubro de 2022.

O Desafio Crítico da Coordenação Aliada

Holanda: ASML e os Limites do Consenso Europeu

A Holanda anunciou em janeiro de 2025 que apertará controles de exportação em equipamentos avançados a partir de 1º de abril de 2025, mas, como declarações do governo indicam, aplicam-se apenas a equipamentos específicos e requerem autorização caso a caso, não proibições abrangentes, operando dentro do quadro da UE.

Japão e Coreia do Sul: Dependências Econômicas e Restrições Legais

Japão e Coreia do Sul, com empresas como Tokyo Electron, Samsung e SK Hynix, mantêm laços econômicos com a China e carecem de ferramentas legais equivalentes à Regra do Produto Direto Estrangeiro dos EUA. A revogação do status de usuário final para TSMC, Samsung e SK Hynix até 31 de dezembro de 2025 demonstra o equilíbrio complexo entre pressão dos EUA e acesso ao mercado chinês.

Taiwan: Sensibilidades Geopolíticas

A TSMC de Taiwan, fabricante de mais de 90% dos semicondutores mais avançados, alinha-se com os EUA, mas enfrenta relações delicadas com a China. Restrições recentes em equipamentos para sua instalação em Nanjing destacam limitações crescentes. A relação de semicondutores EUA-Taiwan permanece crítica e complexa.

Implicações Estratégicas dos Controles Fragmentados

A falta de coordenação aliada cria vulnerabilidades: pontos de vazamento na cadeia de suprimentos, desvantagens competitivas para empresas dos EUA (com perdas estimadas em US$ 77 bilhões em um cenário de desacoplamento), desafios de aplicação e redução potencial de investimento em P&D dos EUA em 24% (US$ 14 bilhões anualmente), minando a liderança tecnológica.

Perspectivas de Especialistas sobre Coordenação Aliada

Analistas enfatizam que a eficácia dos controles depende da implementação aliada. Um pesquisador do CSIS nota que aliados carecem de autoridades legais equivalentes e enfrentam cálculos político-econômicos diferentes. Políticos europeus expressam preocupação com a aplicação extraterritorial unilateral dos EUA, preferindo abordagens multilaterais.

Perspectivas Futuras e Recomendações

Desenvolvimentos potenciais em 2025-2026 incluem aumento da pressão diplomática para harmonização, expansão de quadros multilaterais como o Acordo de Wassenaar, esforços chineses para autossuficiência e tensão entre segurança nacional e competitividade econômica. A coordenação efetiva requer abordar as lacunas de autoridade legal identificadas pelo CSIS e desenvolver mecanismos compartilhados.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais atualizações dos controles de dezembro 2024-janeiro 2025?

Expandem restrições em chips de IA avançada, chips de memória de alta largura de banda, equipamentos para nós abaixo de 14nm, due diligence aprimorada e adicionam 37 entidades chinesas à Lista de Entidades.

Por que a coordenação aliada é crítica?

A fabricação envolve múltiplos países; sem controles coordenados, entidades chinesas podem acessar tecnologias restritas através de lacunas, minando a eficácia das restrições dos EUA.

Quais limitações os aliados enfrentam?

Carecem de autoridades legais equivalentes, têm laços econômicos com a China, operam em quadros multilaterais e têm capacidades de aplicação variadas.

Como a atualização da Holanda difere das medidas dos EUA?

Controles holandeses, a partir de 1º de abril de 2025, aplicam-se apenas a equipamentos específicos, requerem autorização caso a caso e operam no consenso da UE, não unilateralmente.

Quais são as implicações econômicas dos controles fragmentados?

Criam desvantagens competitivas para empresas dos EUA, pontos de vazamento, desafios de aplicação e podem reduzir o investimento em P&D em 24% (US$ 14 bilhões anualmente).

Fontes

Relatório CSIS: Compreendendo a Autoridade Legal Atual dos Aliados dos EUA para Implementar Controles de Exportação de IA e Semicondutores
Governo Holandês: Controles de Exportação em Equipamentos Avançados de Fabricação de Semicondutores Serão Apertados
CNBC: EUA Tornam Mais Difícil para TSMC, SK Hynix, Samsung Fazerem Chips na China
Relatório ITIF: Riscos de Desacoplamento: Controles de Exportação de Semicondutores Prejudicam Fabricantes de Chips dos EUA e Inovação

Artigos relacionados

asml-euv-1000w-chips-2030
Inovacao

ASML EUV: Fonte de 1000W Aumenta Produção de Chips 50% até 2030

A fonte de luz EUV de 1000 watts da ASML pode aumentar a produção de chips em 50% até 2030, fortalecendo a liderança...