Investimento da UE na Groenlândia: €200M de Von der Leyen

Líder da UE, Von der Leyen leva pacote de investimento de €200 milhões à Groenlândia para minerais críticos, energia e infraestrutura digital em 2026–2027.

Investimento da UE na Groenlândia: €200M de Von der Leyen
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Edicao: PT

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, inicia em 6 de setembro uma visita de dois dias a Nuuk com um pacote de €200 milhões da UE para a Groenlândia. Os fundos visam matérias-primas críticas, energia renovável, cabos submarinos e administração local, numa tentativa de manter a ilha ártica próxima de Bruxelas enquanto Donald Trump intensifica sua pressão por controle americano.

Qual é o estatuto da Groenlândia na UE?

A Groenlândia é território autônomo do Reino da Dinamarca e um dos Países e Territórios Ultramarinos da UE. Entrou na Comunidade Econômica Europeia em 1973, mas saiu em 1985 após referendo sobre pesca. Os groenlandeses têm cidadania europeia, mas o território não é membro. A UE abriu escritório em Nuuk em 2024 e assinou memorando sobre matérias-primas em 2023. A estratégia da UE para o Ártico trata a Groenlândia como parceira estratégica.

O que inclui o pacote de investimento de €200 milhões

Segundo o Financial Times, o financiamento cobre 2026–2027 e soma-se aos €225 milhões do orçamento 2021–2027. Bruxelas também propôs dobrar a ajuda para €530 milhões em 2028–2034. O pacote inclui:

  • Exploração e processamento de matérias-primas críticas
  • Energia renovável, incluindo hídrica e eólica
  • Cabos submarinos, satélites e centros de dados
  • Fortalecimento da administração pública local

Von der Leyen também assinará declaração de parceria para cooperação econômica.

Por que a Groenlândia importa: minerais críticos e posição no Ártico

A Groenlândia possui cerca de 25 dos 34 minerais críticos identificados pela UE, incluindo terras raras vitais para veículos elétricos, turbinas eólicas e defesa. O depósito de Kvanefjeld contém cerca de 400 mil toneladas de óxidos de terras raras. Sua localização entre Europa e América do Norte é chave para as rotas de navegação no Ártico e a brecha GIUK. A UE busca acesso seguro aos recursos com desenvolvimento “nos termos groenlandeses”.

Fator Trump: pressão e resistência

Trump repete que os EUA precisam da Groenlândia por segurança nacional e alerta para risco russo ou chinês. Em janeiro de 2026, não descartou ação militar, o que levou aliados da OTAN a enviar tropas; recuou após pressão de Mark Rutte. Em agosto, postou imagem sobre uma vila groenlandesa. A resposta continua: “Não estamos à venda, mas abertos para negócios”.

A tensão é real: a petrolífera americana Greenland Energy enviou equipamentos para Jameson Land, mas o governo groenlandês bloqueou por falta de licença; o licenciamento foi adiado para o inverno de 2027.

O que isso significa para a Europa e a Groenlândia

A visita coincide com o exercício Arctic Shield da OTAN a partir de 7 de setembro, com a participação dos Países Baixos — sinal de que a ilha pode ser defendida sem os EUA. Para a Groenlândia, o dinheiro europeu apoia diversificação e possível independência; para Bruxelas, garante minerais e reforça o flanco norte. Com a atualização da política da UE para o Ártico, a corrida por terras raras na Groenlândia deve se intensificar até 2026 e além.

Perguntas Frequentes

Por que a UE investe €200 milhões na Groenlândia?

Para garantir matérias-primas críticas, fortalecer energia e infraestrutura digital e manter a Groenlândia alinhada à Europa diante da pressão dos EUA.

A Groenlândia faz parte da União Europeia?

Não. É um território ultramarino associado à UE, mas saiu da Comunidade Europeia em 1985.

O que Ursula von der Leyen prometeu na Groenlândia?

Anunciar €200 milhões para 2026–2027 e assinar declaração de cooperação econômica.

Por que Donald Trump quer a Groenlândia?

Por segurança nacional, temendo influência russa ou chinesa; as terras raras e a posição no Ártico são centrais.

Os EUA podem comprar a Groenlândia?

Não. Dinamarca e Groenlândia rejeitam a ideia. O lema é: “Não estamos à venda, mas abertos para negócios.”

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