Expatriados venezuelanos na Flórida celebram a captura de Maduro por tropas americanas, enquanto a comunidade internacional condena a operação como uma violação da soberania. A grande diáspora vê Trump como um libertador.
Diaspora Venezuelana na Flórida celebra captura de Maduro
Enquanto a condenação internacional ressoa em capitais mundiais, as ruas do Condado de Miami-Dade, na Flórida, estão cheias de expatriados venezuelanos em festa, reagindo à captura sem precedentes do presidente Nicolás Maduro por tropas americanas. A operação, ordenada pelo presidente Donald Trump, criou uma divisão acentuada entre os círculos diplomáticos internacionais e a diáspora venezuelana nos Estados Unidos.
Reação da Comunidade Venezuelana em Miami
Em um encontro no popular restaurante El Arepazo em Miami, centenas de venezuelanos acenavam bandeiras e seguravam cartazes com frases como 'Miami-Dade ama Trump' e 'Faça a Venezuela Grande Novamente'. A cena era de alegria, em contraste com as sombrias reações diplomáticas em outros lugares. 'Isso nunca teria acontecido sem o presidente Trump, temos que agradecê-lo!' gritou Mayra Joli, uma imigrante venezuelana que vive na Flórida há mais de dez anos.
O Condado de Miami-Dade abriga cerca de 120.000 venezuelanos, tornando-se a maior concentração de expatriados venezuelanos nos Estados Unidos. De acordo com dados demográficos, a Flórida abriga entre 341.000 e mais de 400.000 residentes nascidos na Venezuela, representando quase metade de todos os imigrantes venezuelanos nos EUA.
Merchandise Política e Celebrações Simbólicas
Empreendedores já estão lucrando com o momento histórico. Luis, um vendedor ambulante em Miami, exibiu camisetas com a foto de Maduro na prisão. 'Estas serão camisetas de sucesso,' previu ele, enquanto erguia outro design com Maduro e sua esposa em uniformes laranja de prisão. Embora esta última imagem tenha sido manipulada digitalmente, captura o sentimento de muitos venezuelanos que fugiram de seu país durante o colapso econômico.
A crise venezuelana, que começou sob Hugo Chávez e se agravou sob Maduro, causou, de acordo com a página da Wikipedia, 'a pior crise econômica da história da Venezuela', caracterizada por hiperinflação, escassez de alimentos e emigração em massa. Até 2021, cerca de 20% da população venezuelana havia deixado o país.
Perspectiva da Geração Mais Jovem
Para venezuelanos mais jovens que partiram quando crianças, a notícia traz sentimentos conflitantes. Juan Anez, de doze anos, que deixou a Venezuela aos sete, disse aos repórteres: 'Sinto falta do meu país e estou feliz por poder ver minha família novamente em breve.' Muitas crianças da diáspora têm apenas memórias vagas de sua terra natal, crescendo com histórias do declínio da Venezuela contadas por seus pais.
Legisladores Republicanos Defendem a Operação
Em uma coletiva de imprensa em um dos campos de golfe de Trump, legisladores republicanos defenderam a operação. Quando questionados sobre o apelo da União Europeia por moderação e respeito ao direito internacional, o congressista Carlos Gimenez respondeu com firmeza: 'Muitos países europeus não reconhecem o presidente Maduro como líder legítimo da Venezuela, mas agora sua remoção de repente é ilegal?'
A congressista Elvira Maria Salazar foi além, chamando os países europeus de 'um bando de hipócritas' e afirmando que o presidente Trump seguiu todas as regras internacionais. Os legisladores enfatizaram que Trump não precisava informar o Congresso sobre a operação com antecedência.
Reações Internacionais Formam um Contraste Agudo
Enquanto as celebrações na Flórida continuam, a comunidade internacional reagiu com preocupação e condenação. De acordo com a reportagem da revista Time, a China chamou a operação de 'um uso flagrante de força contra um estado soberano', enquanto a Rússia a chamou de 'um ato de agressão armada'. As Nações Unidas declararam estar 'profundamente perturbadas' e sugeriram que a ação poderia violar o direito internacional.
Funcionários da União Europeia pediram moderação e respeito ao direito internacional, enquanto vizinhos latino-americanos como Brasil e Colômbia condenaram o que veem como uma violação da soberania. Isso cria um cenário diplomático complexo, onde considerações políticas domésticas nos EUA colidem com normas internacionais.
Interesses Petrolíferos e Implicações Futuras
O presidente Trump reconheceu que as reservas de petróleo da Venezuela foram um fator na operação, afirmando que os EUA 'administrariam a Venezuela' e retomariam a produção de petróleo. Esse reconhecimento não diminuiu o entusiasmo entre alguns expatriados venezuelanos. Olga Santiago, que viajou para Mar-a-Lago para mostrar apoio a Trump, disse: 'Prefiro que a América receba nosso petróleo do que a China ou o Irã - nós o compartilharemos.'
O relatório da AP News observa que a operação representa 'território desconhecido nas relações internacionais e na política externa americana', levantando questões sobre governança de longo prazo e autoridade legal na Venezuela.
Perspectivas Futuras
Enquanto Maduro aguarda julgamento em Nova York por acusações que incluem conspiração para narcoterrorismo e importação de cocaína, a comunidade venezuelana na Flórida permanece dividida entre celebração e preocupação com o que está por vir. Enquanto muitos veem isso como um ponto de virada potencial que poderia levar à recuperação da Venezuela, outros se preocupam com o precedente estabelecido pela intervenção militar estrangeira.
A situação continua a evoluir, com uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU planejada e tensões diplomáticas crescentes entre os EUA e vários aliados. Por enquanto, nas ruas de Miami, o sentimento predominante entre os venezuelanos é de esperança de que sua terra natal possa finalmente ver mudanças após anos de crise.
Nederlands
English
Deutsch
Français
Español
Português