México observa com preocupação guerra antidrogas dos EUA

EUA realizam operação massiva da DEA contra cartel de Sinaloa com 617 prisões, gerando preocupações mexicanas sobre soberania e possível intervenção militar.

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Operação da DEA mira rede do cartel de Sinaloa

Autoridades americanas realizaram uma das maiores operações antidrogas dos últimos anos, com 617 prisões de supostos membros do cartel de Sinaloa em vários países. A operação, liderada pela Drug Enforcement Administration (DEA), resultou na apreensão de 420 armas de fogo, mais de US$ 11 milhões em dinheiro e enormes quantidades de entorpecentes, incluindo 480 quilos de pó de fentanil e quase 7.500 quilos de cocaína.

Cooperação internacional e tensões

A ação coincidiu com a visita do secretário de Estado americano Rubio ao México, onde se encontrou com a presidente Sheinbaum para discutir uma melhor cooperação contra organizações criminosas. Cada quilo de veneno apreendido, cada dólar retirado dos cartéis e cada prisão que fazemos representam vidas salvas e comunidades defendidas, declarou o diretor da DEA, Cole.

A operação, no entanto, gerou preocupações no México sobre soberania e a possibilidade de intervenção militar. Seis grandes cartéis mexicanos, incluindo o Sinaloa, foram recentemente designados pelo governo americano como 'organizações terroristas estrangeiras' após a posse do presidente Trump.

Abordagem militar preocupa

A operação da DEA segue um incidente controverso em que tropas americanas atacaram e afundaram um navio venezuelano em águas internacionais, matando onze pessoas suspeitas de tráfico de drogas. O vice-presidente Vance defendeu a ação nas redes sociais: Matar membros de cartéis que envenenam nossos concidadãos é o mais alto e melhor uso de nosso exército.

De acordo com relatórios da CNN, o governo Trump está considerando ataques militares a alvos de cartéis dentro do território venezuelano, um cenário que alerta autoridades mexicanas e parceiros regionais.

Equilíbrio entre segurança e soberania

Embora o México tenha cooperado com as demandas americanas no combate aos cartéis, há uma inquietação crescente sobre a abordagem cada vez mais militarizada. O governo mexicano permanece especialmente vigilante em relação à retórica de certos círculos republicanos que defendem 'intervenção militar' no México.

O cartel de Sinaloa, considerado uma das organizações de tráfico de drogas mais poderosas do mundo, opera em dezenas de países e influenciou significativamente o comércio global de drogas por meio de redes de contrabando sofisticadas e métodos violentos de aplicação da lei.

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