China impõe medidas retaliatórias contra bancos da UE devido a sanções

A China proibiu transações com dois bancos da UE como medida retaliatória por sanções da UE contra instituições financeiras chinesas ligadas à Rússia. O Ministério do Comércio anunciou essas medidas após a decisão de sanção da UE em 9 de agosto. A China condenou as ações da UE como violações do direito internacional.

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China impõe medidas retaliatórias contra bancos da UE

A China adotou medidas econômicas retaliatórias contra dois bancos europeus, UAB Urbo Bankas e AB Mano Bankas, em resposta às sanções da União Europeia contra instituições financeiras chinesas. O Ministério do Comércio anunciou essas restrições na quarta-feira, proibindo todas as organizações e indivíduos chineses de realizar transações ou manter relações comerciais com os bancos envolvidos.

Escalada de tensões diplomáticas

Esta ação segue a decisão da UE de incluir duas entidades financeiras chinesas não identificadas em sua lista de sanções em 9 de agosto, devido a supostos laços com a Rússia. Autoridades chinesas contestaram consistentemente essas medidas, argumentando que violam normas internacionais e prejudicam a cooperação econômica bilateral. O porta-voz do ministério enfatizou que as sanções da UE "violam gravemente o direito internacional e as normas básicas das relações internacionais" e prejudicam os legítimos interesses comerciais chineses.

Contexto geopolítico

A disputa por sanções ocorre no contexto de tensões contínuas entre países ocidentais e a Rússia. Desde a invasão russa da Ucrânia em 2022, a UE implementou vários pacotes de sanções direcionados a entidades russas e terceiros suspeitos de facilitar a evasão de sanções. A China insiste que cumpriu as regulamentações internacionais e mantém seu direito a relações comerciais normais.

Implicações econômicas

As medidas retaliatórias representam uma escalada significativa nas relações econômicas entre China e UE. Analistas financeiros sugerem que esse desenvolvimento pode afetar operações bancárias transfronteiriças e investimentos europeus nos mercados chineses. Tanto o UAB Urbo Bankas quanto o AB Mano Bankas são instituições sediadas na Lituânia, especializadas em serviços bancários comerciais regionais.

Chamado para solução

As autoridades chinesas exortaram a UE a "corrigir suas ações equivocadas" e manter o quadro de cooperação que historicamente governou as relações econômicas entre China e UE. A declaração do ministério alertou para medidas adicionais que poderiam prejudicar interesses mútuos ou minar a cooperação financeira entre as potências econômicas.

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