Turquia busca mediação, também para desviar atenção de problemas internos

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, media conversas entre Rússia e Ucrânia, enquanto Erdogan tenta desviar a atenção da repressão política interna e violações de direitos humanos.

Turquia busca mediação, também para desviar atenção de problemas internos
Facebook X LinkedIn Bluesky WhatsApp
de flag en flag es flag fr flag nl flag pt flag

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, está em Moscou para conversas com o presidente Putin e seu homólogo russo Lavrov. Uma semana e meia atrás, uma delegação turca liderada por Fidan mediou as primeiras conversas entre Rússia e Ucrânia. O líder turco Erdogan tenta se posicionar como intermediário entre os dois países e, assim, desviar a atenção das ações repressivas no cenário doméstico.

Na agenda em Moscou estão temas bilaterais como turismo, comércio e energia, segundo a correspondente Ingrid Woudwijk. A Turquia não é apenas um destino turístico importante para muitos russos, mas também um grande consumidor de energia russa, da qual depende fortemente.

Também na agenda está a guerra entre Rússia e Ucrânia. 'A Turquia se vê como um ator importante e, segundo fontes diplomáticas turcas, o objetivo é uma paz justa e duradoura', disse Woudwijk. Ela destaca que Fidan desempenha um papel crucial nisso, defendendo uma solução diplomática. No entanto, os recentes bombardeios russos a alvos civis ucranianos não indicam que a Rússia busca paz, mas as conversas lideradas por Fidan ocorrem em um nível mais alto do que as de Istambul há uma semana e meia.

Fidan espera que isso leve a um cessar-fogo e a um ponto de virada para uma solução diplomática, embora a situação no terreno tenha 'piorado em vez de melhorado', observa Woudwijk. Além disso, Fidan não pode fazer promessas concretas, já que a Ucrânia não participa das conversas.

Segundo Woudwijk, os esforços diplomáticos turcos não podem ser dissociados da situação interna, onde Erdogan silencia a oposição e viola direitos humanos. A projeção internacional busca ofuscar questões como a prisão ilegal do popular prefeito de Istambul, Imamoglu, e os protestos contra ela.

Artigos relacionados

Dissidente russa Nina Litvinova, 80, suicida-se em Moscou
Politica
AI relevance 94.4%

Dissidente russa Nina Litvinova, 80, suicida-se em Moscou

A dissidente russa Nina Litvinova, 80, suicidou-se em Moscou deixando carta contra a guerra de Putin e a repressão a...

Rússia exige reconhecimento internacional das regiões ocupadas como território russo
Guerra
AI relevance 77.8%

Rússia exige reconhecimento internacional das regiões ocupadas como território russo

A Rússia exige que a Ucrânia ceda as regiões ocupadas e busca reconhecimento internacional dessas áreas como russas,...

Mais de 200 quenianos combatem pela Rússia na Ucrânia
Guerra
AI relevance 66.7%

Mais de 200 quenianos combatem pela Rússia na Ucrânia

Quênia confirma que mais de 200 cidadãos combatem pela Rússia na Ucrânia, atraídos por ofertas de US$ 18.000. Redes...