Aprovação federal para o primeiro projeto eólico offshore de 2,2 gigawatts de Maryland exige grandes atualizações de rede e cria milhares de empregos. A avaliação ambiental abrangente e o início em 2026 marcam um passo importante na transição energética dos EUA.
Aprovação Federal Abre Caminho para Primeiro Parque Eólico Offshore de Maryland
Em uma decisão histórica para a transição energética dos Estados Unidos, reguladores federais finalmente concederam aprovação para um enorme projeto eólico offshore de 2,2 gigawatts na costa de Maryland. O Bureau of Ocean Energy Management (BOEM) emitiu a licença crucial em 3 de dezembro de 2024, abrindo caminho para o que se tornará o primeiro parque eólico offshore de Maryland e o décimo parque eólico comercial offshore aprovado nos Estados Unidos.
O Maryland Offshore Wind Project, desenvolvido pela US Wind Inc., representa um investimento de US$ 25 bilhões no futuro energético sustentável da América. Localizado a cerca de 10 milhas náuticas da costa de Ocean City, o projeto inclui até 114 turbinas eólicas espalhadas por uma área de arrendamento de 79.707 acres em águas federais. Quando totalmente operacional, fornecerá eletricidade limpa para mais de 718.000 residências na Península de Delmarva.
Infraestrutura de Rede: A Espinha Dorsal da Entrega de Energia Limpa
A aprovação vem com requisitos significativos de atualização da rede que transformarão a infraestrutura energética regional. De acordo com o estudo de transmissão da National Offshore Wind, soluções de transmissão coordenadas são essenciais para entregar energia eólica offshore de forma eficiente aos centros populacionais. O projeto de Maryland inclui quatro subestações offshore e até quatro corredores de cabos de exportação offshore com cabos de transmissão submarinos que chegam à terra no Condado de Sussex, Delaware.
Essas melhorias na rede fazem parte de uma estratégia de transmissão mais ampla para a costa atlântica estudada pelo National Renewable Energy Laboratory (NREL). Sua pesquisa mostra que as redes de transmissão offshore podem reduzir a restrição eólica, diminuir os custos dos geradores e melhorar a confiabilidade da rede, enquanto os benefícios superam os custos em uma proporção de 2:1 ou mais.
'As atualizações da rede necessárias para este projeto representam um investimento crucial no futuro energético da América,' disse o analista de energia Mark Richardson. 'Não estamos apenas construindo turbinas eólicas—estamos construindo a espinha dorsal de um sistema elétrico moderno e resiliente.'
Avaliação Ambiental: Equilíbrio entre Desenvolvimento e Proteção
O processo de avaliação ambiental do projeto, conduzido sob a National Environmental Policy Act (NEPA), representa uma das avaliações mais abrangentes na história da energia eólica offshore. De acordo com uma análise da Epsilon Associates, o licenciamento federal de energia eólica offshore envolve múltiplas agências, incluindo BOEM, o U.S. Army Corps of Engineers e várias agências de proteção ambiental.
A avaliação examinou os potenciais impactos nos ecossistemas marinhos, padrões de migração de aves, atividades de pesca comercial e comunidades costeiras. As medidas de mitigação incluem restrições sazonais de construção para proteger mamíferos marinhos e roteamento cuidadoso dos cabos de transmissão para minimizar a perturbação do fundo do mar.
'Esta aprovação mostra que podemos desenvolver energia limpa enquanto protegemos nossos recursos oceânicos,' observou a bióloga marinha Dra. Sarah Chen. 'A avaliação ambiental abrangente estabelece um novo padrão para o desenvolvimento offshore responsável.'
Cronograma de Empregos: Construindo uma Força de Trabalho Americana
O impacto econômico do projeto é significativo, com um cronograma de empregos que abrange quase uma década. Durante as fases de desenvolvimento e construção ao longo de sete anos, o projeto deve apoiar quase 2.680 empregos por ano. Essas posições variam de fabricação qualificada e produção de aço até construção marítima e funções de engenharia.
De acordo com o relatório de 2025 da Oceantic Network, o setor de energia eólica offshore está revitalizando indústrias americanas em 40 estados. O relatório destaca uma onda de US$ 25 bilhões em investimentos na cadeia de suprimentos e US$ 1,8 bilhão em pedidos de navios em 21 estaleiros americanos.
A US Wind anunciou planos para estabelecer uma instalação de fabricação de aço no antigo local da Bethlehem Steel em Dundalk, Maryland—um retorno simbólico ao legado industrial da região. 'Não estamos apenas criando empregos temporários de construção,' disse a gerente de projeto Elena Rodriguez. 'Estamos construindo uma indústria sustentável que fornecerá trabalho para gerações de trabalhadores americanos em posições qualificadas e bem remuneradas.'
Cronograma do Projeto e Próximos Passos
O projeto será desenvolvido em três fases, com as primeiras atividades de construção previstas para 2026 e a construção offshore começando em 2028. A primeira fase, MarWin (300 MW), está programada para fornecer energia até 2028, seguida pela Momentum Wind (808 MW) e capacidade adicional para atingir o total de 2,2 GW.
Esta aprovação chega em um momento crucial para a indústria americana de energia eólica offshore, que enfrentou incertezas regulatórias. Uma recente decisão judicial federal permitiu que o trabalho fosse retomado no projeto Revolution Wind após o governo Trump ter congelado vários desenvolvimentos na Costa Leste devido a preocupações de segurança nacional.
O sucesso do projeto de Maryland dependerá da coordenação contínua entre agências federais, governos estaduais e desenvolvedores privados. Enquanto os EUA trabalham para atingir sua meta de 30 gigawatts de energia eólica offshore até 2030, projetos como este demonstram tanto os desafios quanto as oportunidades na transição energética americana.
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