Inundações Devastadoras Assolam a África Austral
Mais de 200 pessoas perderam a vida devido a inundações devastadoras no sul da África, que afetam Moçambique, Zimbábue, África do Sul e Madagáscar. A região tem sido assolada por chuvas intensas e persistentes desde o final de 2025, com as autoridades a alertarem para mais condições meteorológicas extremas nos próximos dias.
Impacto por País
Moçambique foi o país mais atingido, com as autoridades a reportarem 103 mortes por afogamento, raios, colapso de infraestruturas e surtos de cólera. De acordo com o Programa Alimentar Mundial da ONU, as piores inundações ocorreram nas regiões central e sul, onde mais de 200.000 pessoas foram afetadas. Milhares de casas foram danificadas e dezenas de milhares de pessoas estão a ser evacuadas.
No Zimbábue, o número de mortos é de 70, com mais de 1.000 casas destruídas e várias pontes e estradas arrastadas. Madagáscar reporta 11 mortes, enquanto a África do Sul confirmou pelo menos 30 mortes nas províncias do norte, com cerca de 1.000 casas danificadas.
Estado de Emergência no Parque Nacional Kruger
Um dos cenários mais dramáticos ocorreu no mundialmente famoso Parque Nacional Kruger, na África do Sul, onde 600 turistas e funcionários tiveram de ser evacuados de helicóptero de áreas de acampamento inundadas. 'Tivemos de levar as pessoas para áreas mais elevadas dentro do parque,' disse um porta-voz do parque à Associated Press. O parque, que normalmente atrai 1-2 milhões de visitantes por ano, está encerrado por tempo indeterminado, pois o aumento do nível dos rios cortou o acesso entre diferentes sectores.
O presidente sul-africano Cyril Ramaphosa visitou a área do desastre na quinta-feira e revelou que a região recebeu cerca de 400 milímetros de chuva em poucos dias. 'Este é um dos eventos meteorológicos mais graves que a nossa região enfrentou recentemente,' disse Ramaphosa aos repórteres.
Conexão com La Niña e Avisos
Os meteorologistas atribuem as chuvas extremas ao fenómeno La Niña, parte do padrão climático El Niño-Oscilação Sul que traz precipitação intensa para o sul da África. O serviço meteorológico sul-africano emitiu o seu nível de alerta mais alto pela primeira vez em quatro anos, enquanto a rede americana Famine Early Warning Systems Network (FEWS) ligou diretamente o desastre às condições de La Niña.
As operações de resgate continuam por toda a região, com helicópteros militares sul-africanos a resgatar pessoas de telhados e árvores nas áreas mais afetadas. O desastre sublinha a crescente vulnerabilidade do sul da África a eventos meteorológicos extremos, com os cientistas climáticos a alertarem que tais eventos podem tornar-se mais frequentes e intensos devido às alterações climáticas.
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