Polícia mata suspeito que fez 13 crianças reféns em Curitiba

A polícia do Paraná matou um homem que manteve 13 crianças reféns sob ameaça de faca por mais de 2 horas em Curitiba. Nenhuma criança ficou gravemente ferida.

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Edicao: PT

A polícia brasileira matou a tiros um homem que manteve 13 crianças pequenas reféns sob ameaça de faca por mais de duas horas dentro de uma escola de Curitiba, na sexta-feira, 9 de outubro de 2026, encerrando um cerco tenso sem que nenhuma criança sofresse ferimentos graves. O episódio no Centro Municipal de Educação Infantil CMEI São Braz, na cidade do sul do Brasil, reacendeu o debate sobre segurança escolar e resposta a crises de saúde mental.

O que aconteceu na escola São Braz?

Segundo a porta-voz da polícia do Paraná, Leticia Martins, o suspeito escalou um muro e invadiu uma sala de aula do CMEI São Braz, no bairro de classe média de mesmo nome. Ele manteve 13 crianças de 4 a 5 anos como reféns, além de um número não divulgado de funcionários. Testemunhas disseram que ele carregava uma faca e uma arma falsa, e relatos locais indicam que derramou um líquido com cheiro de gasolina enquanto segurava um isqueiro. 'Ele ameaçou atear fogo na sala e em si mesmo', disse Martins a repórteres. A cena dramática ecoa outros incidentes de segurança escolar no Brasil que têm gerado alertas sobre o acesso aos campi escolares.

Como a polícia encerrou o impasse?

A polícia estadual do Paraná mobilizou negociadores e o Batalhão de Operações Policiais Especiais. Após cerca de duas horas de conversas, os agentes ouviram dois disparos e avançaram. O comandante Alexandre Lopes Dias afirmou que a corporação não teve alternativa senão neutralizar o suspeito. 'Nossos negociadores estavam presentes, mas não vimos outra opção', informou um comunicado policial. O suspeito foi morto a tiros. Em seguida, os agentes retiraram várias crianças do prédio e todas as 13 foram resgatadas. Cinco receberam atendimento médico, sem ferimentos graves registrados. A decisão de usar força letal deve ser revisada conforme as regras brasileiras sobre uso da força policial em situações de reféns.

Saúde mental do suspeito e motivação

A polícia identificou o suspeito como um homem com esquizofrenia, segundo o comandante Dias. As autoridades não divulgaram seu nome nem uma motivação clara. O caso evidencia os desafios de responder a pessoas em crise psiquiátrica, especialmente quando há armas e líquidos inflamáveis envolvidos. 'Ele sofria de esquizofrenia', disse Dias. O episódio reforça a necessidade de melhor treinamento em intervenção em crises de saúde mental para as forças de segurança.

Impacto em Curitiba e na comunidade escolar

A Prefeitura de Curitiba informou que crianças e funcionários receberão apoio médico e psicológico. O prefeito Eduardo Pimentel confirmou que as 13 crianças estão vivas e seguras. 'Estamos oferecendo assistência psicológica às crianças e aos funcionários que foram mantidos como reféns', disse o governo municipal. A cidade, com cerca de 1,8 milhão de habitantes e localizada a aproximadamente 400 km ao sul de São Paulo, ficou abalada. Pais se reuniram do lado de fora da escola, chorando à espera de notícias. O ataque renovou pedidos por medidas mais rigorosas de segurança escolar em Curitiba e por serviços de apoio à saúde mental.

Perguntas Frequentes

Quantas crianças foram feitas reféns em Curitiba?

A polícia afirma que 13 crianças de 4 a 5 anos foram mantidas como reféns, além de um número não divulgado de funcionários.

Onde ocorreu a situação de reféns em Curitiba?

O cerco aconteceu no Centro Municipal de Educação Infantil CMEI São Braz, no bairro São Braz, em Curitiba, no sul do Brasil.

Alguém ficou ferido no cerco escolar de Curitiba?

Nenhum ferimento grave foi registrado. Cinco crianças receberam atendimento médico após o resgate, mas todas as 13 foram libertadas em segurança.

Por que a polícia atirou no suspeito?

O suspeito ameaçou derramar gasolina sobre si mesmo e sobre os reféns e atear fogo. Havia negociadores no local, mas a polícia disse não ver alternativa senão neutralizá-lo.

Qual condição de saúde mental o suspeito tinha?

A polícia afirmou que o suspeito sofria de esquizofrenia. As autoridades não divulgaram a motivação.

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