Massacre em campo de futebol mexicano por cartéis de drogas
Em um ataque horrível que chocou o México, pelo menos 11 pessoas foram mortas e outras 12 ficaram feridas quando homens armados invadiram um campo de futebol em Salamanca, estado de Guanajuato, em 25 de janeiro de 2026. O massacre ocorreu no final de uma partida local, com testemunhas relatando que vários veículos entraram no campo antes dos atacantes abrirem fogo aleatoriamente contra jogadores e espectadores.
Prefeito fala sobre 'onda de violência'
O prefeito de Salamanca, César Prieto, confirmou o número trágico de mortos e informou que dez vítimas morreram no local, enquanto uma pessoa sucumbiu aos ferimentos posteriormente em um hospital local. Entre os feridos estão pelo menos um menor de idade e uma mulher, cuja condição permanece grave. 'Infelizmente, existem grupos criminosos que tentam minar as autoridades, algo que não conseguirão,' declarou o prefeito Prieto em um vídeo. Ele fez um apelo direto à presidente Claudia Sheinbaum por apoio e pediu cooperação para restaurar a paz e a segurança em seu município.
Guanajuato: A capital dos assassinatos do México
O ataque destaca a violência contínua que assola Guanajuato, que consistentemente registra as maiores taxas de homicídio do México. O estado se tornou um campo de batalha para guerras territoriais entre poderosas organizações criminosas, notadamente o Cártel Santa Rosa de Lima (CSRL) e o Cártel Jalisco Nueva Generación (CJNG), designado pelo governo dos EUA como uma organização terrorista estrangeira. Esses grupos estão envolvidos em uma luta brutal pelo controle das lucrativas operações de roubo de combustível nas refinarias da Pemex na região.
Estatísticas contraditórias em meio a carnificina contínua
O massacre ocorre apenas semanas após a presidente Sheinbaum anunciar que a taxa diária de homicídios no México caiu 40% desde sua posse, com dezembro de 2025 registrando 52 homicídios diários em comparação com 87 em setembro de 2024. 'Implementamos uma nova estratégia de aplicação da lei focada na coleta de inteligência e coordenação interdepartamental,' declarou Sheinbaum no início deste mês, de acordo com a reportagem do Los Angeles Times. No entanto, organizações locais e analistas de segurança permanecem céticos, observando que, embora as estatísticas de homicídios possam mostrar melhora, outros indicadores de violência, como sequestros, desaparecimentos forçados e feminicídios, continuam a subir.
Padrão mais amplo de ataques a espaços públicos
Este ataque segue um padrão perturbador de cartéis atacando reuniões públicas e espaços recreativos. Apenas dias antes do massacre no campo de futebol, quatro sacos com restos humanos foram descobertos na mesma região, e no início de janeiro o México extraditou suspeitos de drogas para os EUA em meio a ameaças do governo Trump sobre possível intervenção militar contra cartéis mexicanos. O Ministério Público mexicano abriu uma investigação sobre o último ataque, mas muitos residentes temem que a violência não mostre sinais de diminuição, apesar das estatísticas oficiais sugerirem melhora.
Enquanto as famílias choram seus entes queridos e os sobreviventes se recuperam de seus ferimentos, o massacre no campo de futebol serve como um lembrete sombrio de que a luta do México contra o crime organizado está longe de terminar, com a população civil em algumas das regiões mais violentas do país continuando a arcar com o fardo mais pesado da guerra entre cartéis.
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