Suriname em choque após ataque a faca com nove mortos

Um ataque em massa com faca no Suriname tira nove vidas, incluindo cinco crianças. O suspeito cometeu suicídio sob custódia, levando a um trauma nacional e pedidos por melhores serviços de saúde mental.

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Drama familiar choca pequena nação sul-americana

O Suriname, um pequeno país com pouco mais de 600.000 habitantes no norte da América do Sul, foi abalado por um dos piores crimes violentos de sua história recente. Nas primeiras horas de domingo, 28 de dezembro de 2025, um homem de 43 anos, na comunidade de Richelieu, distrito de Commewijne, desferiu uma série de facadas, matando nove pessoas antes de ser detido pela polícia. O suspeito, identificado como Dennis Aroma, cometeu suicídio em sua cela policial no dia seguinte, aprofundando o trauma nacional.

O ataque: Uma noite de violência inimaginável

De acordo com relatórios policiais e depoimentos de testemunhas compartilhados com a Waterkant.net, a violência começou por volta das 01h00, horário local. Aroma, que recentemente havia se separado de sua parceira e cuidava sozinho de seus cinco filhos, atacou primeiro seus próprios filhos com uma faca. Quatro deles – com idades de 5, 7, 13 e 15 anos – morreram no local. Sua filha de 16 anos, gravemente ferida, conseguiu escapar para a casa de vizinhos em busca de ajuda.

A tragédia escalou quando Aroma seguiu sua filha e atacou o casal idoso que tentava protegê-la, matando ambos. Ele então foi para outra casa nas proximidades, onde esfaqueou uma mulher de 63 anos, seu marido de 72 anos, seu neto e outra mulher presente. 'Eu o conhecia pessoalmente,' disse o policial Lorenzo Oron, cujos pais morreram tentando ajudar a adolescente. 'Ele se envolvia com plantas e caça. Este ano ele já havia tido um momento em que perdeu o controle. A família havia acionado o Centro Psiquiátrico do Suriname, que o levou, mas logo depois ele foi liberado.' Oron falou com o jornal De Ware Tijd sobre a importância da intervenção precoce para saúde mental e problemas conjugais.

Reação nacional e crise de saúde mental

A presidente do Suriname, Jennifer Simons, expressou profundo choque em uma declaração oficial, observando que 'este drama nos atinge em um período em que celebramos juntos o Natal e nos preparamos para a virada do ano, um tempo que deveria ser marcado por união e esperança.' O Partido Nacional Democrático pediu um período de reflexão e anunciou uma celebração de Ano Novo mais modesta devido à tragédia.

O incidente desencadeou conversas urgentes sobre apoio à saúde mental em um país que enfrenta desafios significativos nessa área. De acordo com dados do Progress Guide, o Suriname tem uma das taxas de suicídio mais altas das Américas, com 25,0 por 100.000 pessoas. O país implementou uma Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio (2020-2025), mas os recursos permanecem limitados, especialmente nas áreas rurais.

Henk Amstelveen, líder da equipe de crise do Centro Nacional de Coordenação de Gestão de Desastres, enfatizou a necessidade de melhor prevenção. 'Precisamos aprender lições,' disse ele ao De Ware Tijd. 'Não podemos ficar apenas reagindo depois. Precisamos identificar sinais e orientar mais cedo.'

Consequências e investigação

A polícia chegou durante o ataque e atirou nas pernas de Aroma quando ele apontou sua faca para os agentes. Ele foi preso e levado para a Delegacia Central, onde foi encontrado morto em sua cela na manhã de segunda-feira. Relatórios iniciais sugerem que ele se enforcou.

A polícia surinamesa pediu aos cidadãos que parem de compartilhar imagens gráficas do incidente nas redes sociais, alertando que 'o compartilhamento irrefletido de tais imagens causa sofrimento adicional aos familiares, viola a dignidade humana e pode ser traumático para o público, especialmente para crianças.' Este pedido foi feito em sua página oficial no Facebook.

Apenas duas vítimas sobreviveram ao ataque: o homem de 72 anos e a filha de 16 anos, ambos ainda em estado crítico no hospital. O pequeno partido político Movimento de Reforma e Renovação (HVB) descreveu a situação como 'angústia mental como emergência nacional,' e pediu mais atenção aos serviços de saúde mental.

Enquanto o Suriname está de luto, a comunidade internacional expressou suas condolências. O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, expressou sua solidariedade pelo que é descrito como um dos crimes mais graves da história recente do Suriname. O país agora enfrenta a difícil tarefa de se curar enquanto aborda problemas sistêmicos que podem ter contribuído para esta tragédia.

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