Pelo menos cinco pessoas morreram e duas outras ficaram feridas em uma poderosa explosão e incêndio em uma fábrica de propelente de foguetes da Hanwha Aerospace em Daejeon, Coreia do Sul, na segunda-feira, 1º de junho de 2026. A explosão ocorreu por volta das 10h59, horário local, na instalação da contratada de defesa, que é designada como local de segurança nacional. O incidente desencadeou uma investigação governamental e renovou preocupações sobre a segurança industrial no sensível setor de fabricação de defesa da Coreia do Sul.
O que aconteceu na instalação da Hanwha Aerospace?
A explosão ocorreu no 'Prédio 56' — uma sala de limpeza onde trabalhadores usavam água para limpar equipamentos usados na produção de propelente de foguetes. De acordo com autoridades de emergência, nove trabalhadores estavam presentes no momento. Dois sobreviventes conseguiram evacuar o prédio por conta própria, mas um deles sofreu queimaduras graves em todo o corpo e permanece em estado crítico. O incêndio foi controlado em cerca de 40 minutos e completamente extinto às 13h07, mas não antes de a estrutura térrea de 544 metros quadrados ser destruída.
As autoridades ainda não identificaram os cinco falecidos devido à gravidade dos danos causados pelo incêndio. As plantas baixas da instalação são classificadas como segredos de Estado, o que complicou os esforços de combate a incêndio, segundo autoridades locais. Os protocolos de segurança da indústria de defesa sul-coreana estão sob escrutínio após esta tragédia.
Antecedentes: Hanwha Aerospace e seu papel na defesa
A Hanwha Aerospace é uma subsidiária do Hanwha Group, um dos maiores conglomerados da Coreia do Sul. A empresa é um importante player na indústria global de defesa, fabricando motores de aeronaves, motores de veículos de lançamento espacial, sistemas de artilharia, munições e armas táticas superfície-superfície. A planta de Daejeon concentra-se especificamente na produção de propelentes de grande porte e motores de foguete de combustível sólido para mísseis terra-terra.
Este não é o primeiro incidente mortal nesta instalação. A planta sofreu explosões semelhantes em maio de 2018 (matando cinco) e fevereiro de 2019 (matando três), levantando sérias questões sobre o histórico de segurança da empresa e a eficácia das medidas corretivas implementadas após desastres anteriores. O histórico de acidentes industriais na Hanwha atraiu críticas de grupos trabalhistas e defensores da segurança.
Resposta do governo e da empresa
O presidente sul-coreano Lee Jae-myung ordenou a mobilização de todos os recursos disponíveis para os esforços de resgate e pediu uma investigação completa sobre a causa da explosão. O gabinete presidencial afirmou que o governo revisaria os protocolos de segurança em todas as instalações industriais relacionadas à defesa em todo o país.
O CEO da Hanwha Aerospace, Son Jae-il, emitiu um pedido público de desculpas às famílias das vítimas e prometeu total cooperação com os investigadores. 'Oferecemos nossas mais profundas condolências às famílias dos falecidos e rezamos pela rápida recuperação dos feridos. Cooperaremos plenamente com as autoridades para determinar a causa exata deste acidente e tomar todas as medidas necessárias para evitar tais tragédias no futuro', disse Son em comunicado.
O acidente também teve repercussões políticas. Com eleições locais marcadas para 3 de junho de 2026, vários candidatos políticos suspenderam suas atividades de campanha e ofereceram condolências. O impacto nas eleições locais da Coreia do Sul foi imediato, já que a tragédia dominou as manchetes nacionais.
Preocupações com segurança industrial no setor de defesa da Coreia do Sul
Este último desastre destaca os persistentes desafios de segurança na indústria de fabricação de defesa da Coreia do Sul, onde a classificação de instalações como locais de segurança nacional muitas vezes limita a supervisão externa e a transparência. Sindicatos e especialistas em segurança há muito pedem inspeções independentes mais rigorosas dessas instalações, argumentando que o atual quadro autorregulatório é insuficiente.
De acordo com dados do Ministério do Emprego e Trabalho, os acidentes industriais no setor de fabricação de defesa não diminuíram significativamente na última década, apesar do aumento do investimento em automação e equipamentos de segurança. Os incidentes recorrentes na planta de Daejeon da Hanwha ressaltam a necessidade de reformas sistêmicas na forma como a segurança é gerenciada em instalações que lidam com explosivos e propelentes voláteis.
FAQ: Explosão na Hanwha Aerospace
Quantas pessoas morreram na explosão da fábrica da Hanwha?
Cinco pessoas morreram e duas ficaram feridas na explosão e incêndio na instalação da Hanwha Aerospace em Daejeon em 1º de junho de 2026.
O que causou a explosão na Hanwha Aerospace?
Relatos iniciais indicam que a explosão ocorreu durante o trabalho de limpeza em equipamentos usados para produção de propelente de foguetes. A causa exata permanece sob investigação, e as autoridades têm acesso limitado a informações devido à classificação da instalação como local de segurança nacional.
A Hanwha Aerospace já teve explosões anteriores?
Sim. A planta de Daejeon sofreu uma explosão mortal em maio de 2018 que matou cinco pessoas, e outra em fevereiro de 2019 que matou três pessoas. Este é o terceiro grande acidente na mesma instalação.
O que a Hanwha Aerospace fabrica?
A Hanwha Aerospace produz motores de aeronaves, motores de veículos de lançamento espacial, sistemas de artilharia, munições, propelentes de foguetes e sistemas de mísseis superfície-superfície. É um fornecedor chave para as forças armadas sul-coreanas e um grande exportador de equipamentos de defesa.
O que o governo está fazendo em resposta?
O presidente Lee Jae-myung ordenou uma investigação completa e uma revisão dos protocolos de segurança em todas as instalações industriais relacionadas à defesa. As autoridades locais estão trabalhando com a Hanwha para identificar as vítimas e determinar a causa da explosão.
Fontes
Este artigo é baseado em reportagens da Reuters, Associated Press, Yonhap News Agency, The Korea Herald, The Chosun Ilbo e Kyunghyang Shinmun, bem como em comunicados oficiais da Hanwha Aerospace e do governo sul-coreano.
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