Ministro venezuelano relata alto número de mortos em operação militar dos EUA
O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, afirmou que pelo menos 100 pessoas morreram na operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. Em seu programa semanal de televisão na emissora estatal venezuelana, Cabello disse que cerca de 100 outras pessoas ficaram feridas no ataque, ocorrido em 3 de janeiro de 2026.
Relatos conflitantes sobre vítimas
O anúncio do ministro marca a primeira vez que Caracas fornece números específicos de mortos, embora esses números não possam ser verificados de forma independente. Anteriormente, autoridades venezuelanas relataram que 24 soldados haviam morrido, enquanto Cuba confirmou que 32 membros de seus serviços de segurança estacionados na Venezuela morreram, alguns dos quais tinham a tarefa de proteger o presidente.
Cabello não forneceu números específicos de mortes de civis, embora tenha reconhecido que civis estavam entre os mortos, incluindo mulheres que estavam dormindo em suas casas no momento do ataque. A mídia local havia relatado anteriormente que dois civis venezuelanos morreram, incluindo uma mulher que saiu para fotografar os ataques e possivelmente foi atingida por destroços.
Maduro e esposa ficam feridos
Em seu discurso na televisão, Cabello revelou que o presidente Maduro sofreu uma lesão na perna durante sua captura, enquanto sua esposa, Cilia Flores, sofreu uma lesão na cabeça. 'O presidente e a primeira-dama ficaram feridos durante esta agressão ilegal contra nossa soberania,' declarou Cabello durante sua transmissão.
Reação dos EUA e relatos da mídia
O governo dos Estados Unidos não divulgou oficialmente números de vítimas da operação. No entanto, a mídia americana, incluindo The Washington Post, relatou, com base em fontes governamentais anônimas, que funcionários americanos estimam que entre 67 e 80 mortes resultaram da operação.
De acordo com relatórios da US News, o Pentágono confirmou que sete militares americanos ficaram feridos durante a invasão em Caracas, com cinco retornando ao serviço e dois ainda se recuperando.
Investigação venezuelana iniciada
O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, um aliado próximo de Maduro, anunciou na terça-feira que nomeou três promotores para investigar o que chamou de 'crime de guerra' cometido durante os ataques americanos. 'Esta agressão sem precedentes contra a pátria venezuelana requer uma investigação completa,' declarou Saab durante um evento que marcou o início de um novo mandato parlamentar.
A investigação examinará vítimas civis e militares da operação. Conforme relatado pela EFE News, a investigação se concentra no que a Venezuela caracteriza como uma 'agressão incomum' contra sua soberania.
Reações internacionais e contexto
A operação americana desencadeou intenso debate internacional. De acordo com a documentação da Wikipedia sobre reações internacionais, muitos países condenaram a ação como uma violação do direito internacional e da soberania venezuelana, incluindo China, Irã, África do Sul e vários países africanos. A China expressou 'profundo choque e forte condenação,' chamando-a de grave violação do direito internacional.
Israel, no entanto, apoiou fortemente a operação, elogiando a liderança do presidente Trump e saudando a remoção do que chamou de 'tirania ilegal' de Maduro. As reações regionais foram profundamente divididas, com a Colômbia rejeitando a agressão e enviando tropas para a fronteira, enquanto Cuba a condenou como 'terrorismo de estado.'
Contexto sobre figuras-chave
Diosdado Cabello, que fez o anúncio das vítimas, é uma figura poderosa na política venezuelana. De acordo com a Wikipedia, ele serviu como presidente da Assembleia Nacional de 2012 a 2016 e foi descrito como o segundo homem mais poderoso da Venezuela. Ele desempenhou um papel fundamental no retorno de Hugo Chávez ao poder após a tentativa de golpe de 2002 e continua sendo um membro líder do Partido Socialista Unido da Venezuela no poder.
Os relatórios conflitantes de vítimas e a investigação em andamento destacam as complexas consequências do que parece ser uma das principais intervenções militares na América Latina nas últimas décadas. Enquanto a Venezuela decreta sete dias de luto por seus militares mortos, a comunidade internacional continua a lutar com as implicações desta ação sem precedentes.